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NOTÍCIAS
01.03.2010
Ex-empregados da Bloch querem atualizar valor de indenizações

Pagamento das indenizações trabalhistas com correção monetária, os próximos leilões de bens pertencentes à empresa e o andamento dos processos dos que ainda não tiveram seus processos habilitados na Justiça. Estes são os principais assuntos que serão discutidos na reunião que se realizará nesta terça-feira (2), às 11h, entre representantes dos ex-empregados de Bloch Editores e a síndica da massa falida, Luciana Trindade.

A falência da Bloch foi decretada há cerca de dez anos e só agora os trabalhadores começam a obter vitórias na área trabalhista. Recentemente, a Previdência Social perdeu ação na Justiça do Rio de Janeiro, na qual reivindicava uma dívida no valor de R$ 11 mil, referentes ao não recolhimento de impostos, valores que a empresa descontava dos seus empregados.

A decisão beneficia os ex-empregados por garantir que o dinheiro arrecadado em leilões futuros de bens da empresa será destinado a eles e não ao pagamento de dívidas a terceiros. Sobre os R$ 25 milhões arrecadados com a venda em leilão do prédio da Bloch, no Flamengo, a Justiça ainda não tomou uma decisão. Em briga com os trabalhadores, a Receita Federal reivindica a posse desse dinheiro, referente à dívida da empresa com o Imposto de Renda.

“Ganhamos a briga com o INSS e agora esperamos que a Justiça fique do nosso lado novamente. Precisamos desse dinheiro para pagar as indenizações trabalhistas, as que aguardam habilitação para serem julgadas. Não podemos ser penalizados porque nossos antigos patrões não recolhiam o que deviam ao INSS e ao IR. Esse dinheiro era descontado de nossos salários todos os meses”, argumenta José Carlos Jesus.

Quanto à correção monetária das indenizações, lembra que os que já foram indenizados assinaram um termo de quitação no qual se comprometiam a não reivindicar mais nada. Agora, ele considera justo que o benefício da atualização monetária se estenda a todos os ex-empregados. “O dinheiro desvalorizou demais e ninguém naquela época poderia imaginar que o processo demoraria tanto para ser resolvido”, diz. Este assunto também será discutido na reunião de amanhã.

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