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A imprensa é sensacionalista na cobertura de casos policiais de grande repercussão?
Sim, porque se preocupa mais em divulgar detalhes cruéis, sanguinários e macabros desses casos.
Sim, porque apimenta a informação com exagero com a clara intenção de aumentar suas vendas.
Não, limita-se a explorar o máximo de informações para atender à expectativa de leitores mais curiosos.
Não, esses casos é que são cruéis, macabros e sanguinários; é papel da imprensa transmitir essa realidade.
 

 

NOTÍCIAS
19.02.2010
Venha à assembleia no dia 23 para o seu salário não virar cinza

Com o fim da folia, agora está na hora de acertar as contas com o seu bolso. Nesta terça-feira, dia 23, é extremamente importante que você participe da assembleia que vai aprovar a pauta de reivindicações do acordo coletivo de trabalho de 2010. Para facilitar a participação de um número expressivo de jornalistas, a assembleia se realizará em dois horários: meio-dia e 21h. Será no auditório do Sindicato, na Rua Evaristo da Veiga 16, 17º andar, perto da estação do metrô da Cinelândia.

As negociações salariais todos os anos são difíceis e desgastantes. Os patrões vivem dizendo que a situação financeira está sempre ruim. O diálogo agora está mais complicado por causa da crise internacional no ano passado. Os reflexos ainda estão presentes, dizem os patrões. Mas sabemos que não é bem assim. Na passagem do ano novo a veiculação de anúncios aumentou em comparação com o mesmo período de 2008, e a Copa do Mundo traz perspectivas de aumento de faturamento nas televisões, rádios, revistas e nos jornais.

O problema maior é que os nossos salários estão baixos e valendo muito menos em relação há alguns anos. Levantamento do Dieese revela que em 10 anos os jornalistas cariocas acumularam perdas salariais em torno de 14%. Para recuperar parte dessa perda, os economistas do Dieese sugerem que reivindiquemos um reajuste salarial de pelo menos 10%. Não é muito porque a inflação de fevereiro de 2009 a janeiro de 2010, medida pelo INPC, foi de 4,36%.

O valor do nosso vale refeição também está defasado. Para se ter ideia, uma pesquisa realizada entre janeiro e fevereiro do ano passado (!) já revelava que o trabalhador que almoça fora de casa gasta R$ 16,26 para se alimentar com salada, o prato principal, bebida não alcoólica, sobremesa e cafezinho. No entanto, nosso vale refeição continua em R$ 11 e está congelado desde o fechamento do acordo de 2008, há dois anos.

Vamos reivindicar ainda o aumento do tempo da licença maternidade. É que o governo está estimulando com incentivos fiscais as empresas que queiram estender este benefício de quatro para seis meses. Com a isenção de imposto, e considerando que a Organização Mundial da Saúde estabelece o período ideal de amamentação em seis meses,  é obrigação dos patrões adotarem já o benefício em suas empresas.

Outra questão está relacionada com o adicional de periculosidade para quem cobre cidade ou polícia. O departamento jurídico do Sindicato já está avaliando como o problema deve ser encaminhado. Afinal, pesquisa do CESeC e do Sindicato dos Jornalistas, em 2008, revela que 79,6% dos jornalistas entrevistados disseram já ter enfrentado situações de risco no exercício da profissão.

Não deixe de discutir essas questões na assembleia desta terça-feira, dia 23.

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