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A imprensa é sensacionalista na cobertura de casos policiais de grande repercussão?
Sim, porque se preocupa mais em divulgar detalhes cruéis, sanguinários e macabros desses casos.
Sim, porque apimenta a informação com exagero com a clara intenção de aumentar suas vendas.
Não, limita-se a explorar o máximo de informações para atender à expectativa de leitores mais curiosos.
Não, esses casos é que são cruéis, macabros e sanguinários; é papel da imprensa transmitir essa realidade.
 

 

NOTÍCIAS
08.02.2010
Acusados pela morte de Luiz Barbon serão julgados em março

Será em São Paulo o julgamento dos cinco réus indiciados pelo assassinato de Luiz Carlos Barbon Filho, que trabalhava no Jornal do Porto e foi assassinado em maio de 2007, em Porto Ferreira, cidade do interior do estado.

O crime ocorreu após a divulgação de reportagens do jornalista nas quais denunciava irregularidades cometidas por policiais, autoridades e comerciantes locais.

Quatro dos cinco réus policiais militares: o capitão Adélcio Carlos Avelino, o sargento Edson Luís Ronceiro e os soldados Valnei Bertoni e Paulo César Ronceiro. O comerciante Carlos Alberto da Costa também será julgado.

Desde março de 2008, os policiais militares e o comerciante estão detidos a pedido do Grupo de Atuação Especial Regional para Prevenção e Repressão ao Crime Organizado (Gaeco). O Supremo Tribunal Federal (STF) negou pedido de hábeas corpus ao capitão no final do ano passado.

O grupo é acusado de homicídio qualificado, tentativa de homicídio e formação de quadrilha. O caso ganhou repercussão internacional, com divulgação de apelo da organização de imprensa Repórteres Sem Fronteiras (RSF), pedindo agilidade no julgamento dos responsáveis pelo assassinato.

A viúva do jornalista, Kátia Camargo, que enviou carta para a Anistia Internacional, é mantida sob proteção policial, depois que recebeu ameaças anônimas. Uma das reportagens de Barbon, sobre a participação de políticos da região em aliciamento de menores, chegou às finais do Prêmio Esso de Jornalismo de 2003.

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