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Histórico
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COMENTÁRIOS
Técnica e prática são adquiridas com estudo e trabalho. Compreende completamente que há uma relação de afinidade entre a mão que escreve e a cabeça que pensa. Existem profissionais e profissionais em todas as categorias, o que vai determinar o de fato será a sociedade.
Ivan Monteiro Filho - Jornalista com diploma
Sou Favorável Sim pelo diploma de jornalista. Somos Profissionais da Comunicação no Geral. Merecemos dignidades e Respeito! Merecemos o diploma! Alguém já parou pra pensa o que seria do mundo sem nós profissionais do jornalismo? Não é que sejamos melhor do que alguém ou auto suficiente. Jamais! Apenas Somos Profissionais donos da informação que levamos com credibilidade e esforço para todo brasil e mundo no entorno disto A Conquista do Diploma Seria Algo Gratificante.
Milene Oliveira - Futura Jornalista
Quem defende fazer jornalismo sem curso superior não tem embasamento para uma discussão sobre o assunto, porque abdica de qualquer formação superior.Não merece a menor credibilidade, e jornalismo é credibilidade.Procurem entender o que é isso.
Jorge Barcelos - Jornalista com diploma
Diploma não é garantia de profissionalismo. Jornalismo é feito com boa escrita, apuração, informação e leitura. Nossas faculdades estão cheias de alunos querendo ser o W. Bonner.
Lucas Frederico - Jornalista com diploma
Pela maioria dos comentários aqui deixa claro de que um diploma não te faz melhor ou pior profissional, haja visto aquilo que assistimos na tv diariamente, e tambem chega de monopólio da tal de fenaj, parece a CBF e tantas outras drogas que temos no Brasil."LIBERDADE" !!!
GELSON - fun.púb.municipal e jornalista(sem diploma)
Parabéns amigos!
Estamos no mesmo barco agora. Também fiz faculdade e na minha área nunca houve a exigência de diploma. Inclusive os proprios jornalistas infiltram-se no meu setor ao seu bel prazer.
Se jornalista pode apresentar programa de televisão, falar em rádio, dirigir e elaborar programas e pautas,etc.. pq eu, que também sou formado em Com. Social não posso escrever em jornal?
Hugo Kochenborger da Rosa - Graduado em Radialismo (Radio, TV E Video)
O Jornalismo não é só contar um fato, mas sobretudo saber contá-lo. Transformar números, gráficos e legendas em informação não é para qualquer um. Realmente é fato que todos sabem escrever, mas o inteligível, a linguagem acessível, o direcionamento para cada público só sabe passar ao leitor quem tem o dom de escrever e aprimorou esta técnica na aprendizagem científica e empírica. Nem todos podem ser jornalistas porque é muito difícil manter acesa a chama de um ideal.
Carlos Magno Martins - Jornalista/ Assessor de Imprensa
Sei que a formação específica é indispensável a um bom profissional. Na área química, à qual pertenço, ela é indispensável para segurança da sociedade. Mas creio que para ser jornalista o curso superior vem para adicionar e não para formar em si o profissional. Há muitas pessoas que não fizeram faculdade e são excelentes jornalistas. O que mais se vê é jornalista que possui o registro e comete um monte de falhas éticas e da própria profissão, incluindo erros simples de português... O diploma é dispensável para ser um excelente jornalista. O que conta é a vocação e o conhecimento adquirido e vivido ao longo dos anos.
O Jornalismo não é só contar um fato, mas sobretudo saber contá-lo. Transformar números, gráficos e legendas em informação não é para qualquer um. Realmente é fato que todos sabem escrever, mas o inteligível, a linguagem acessível, o direcionamento para cada público só sabe passar ao leitor quem tem o dom de escrever e aprimorou esta técnica na aprendizagem científica e empírica. Nem todos podem ser jornalistas porque é muito difícil manter acesa a chama de um ideal.
É divertidíssimo ver como a sociedade brasileira encara o jornalismo como uma profissão que pode ser exercida por qualquer cidadão. A maioria dos “jornalistas sem diploma” se dedica a comentar amenidades, de forma parcial, sem compromisso com o contraditório. O jornalista é um profissional essencial em nosso mundo globalizado, onde a troca de informações concretas é necessária, imprescindível. É preciso ver o jornalista como um profissional ético, preocupado em traduzir com imparcialidade as várias versões de qualquer tema. Portanto, perdoem-me se estou sendo rude, mas o brasileiro não pode se dar ao luxo de acreditar que pode confiar em jornalistas sem formação acadêmica específica para a profissão.
Acredito que o curso de jornalismo é mais novo que a própria profissão. Cito por exemplo um dos mais brilhantes gênios do jornalismo, Mauro Santayana. Talentoso, foi assessor de imprensa de Tancredo neves, Sarney e Fernando Henrique Cardoso. Brilhante, esteve à frente no combate à ditadura, tendo sua filha nascida no Carandiru e registrada em Guadalajara no México. Pessoas como estas influenciaram nas decisões de nossa pseudo democracia. Por isso um diploma não importa em nada no caso deste e de muitos profissionais da área.
Ao ler os comentários os mais brilhantes, bem fundamentados, com argumentos a favor do livre acesso à impressa de qualquer cidadão que saiba se expressar e tenha convicções. Como é que jornalista pode dar pitaco em tudo o que é saber? Seriam superdotados capazes de entender de esportes, medicina, filosofia, leis, política, sociologia, ciência, linguística, química, física, humanas, exatas e nem tanto lá nem tanto cá. A defesa da existência de uma profissão que está causando a manutenção do status quo mundial? Murdochs e Berluschonis? Vocês não estão entendendo que a ameaça da extinção da profissão não é o diploma? Não entendi o que este Sindicato representa. Acho que não entendo mais o que se passa no jornalismo brasileiro mesmo pois há cinco anos acompanho mais o que se passa em outros países. Um dos motivos: ao ler ou ver o que está sendo produzido, salvo honrosas exceções, dói o coração. Melhor que doa em outra língua para não abrir ferida. Muitos erros ortográficos: corretor para outra língua e falta de treino com "ç" "~". Talvez um dia seja possível voltar a blogar em português. Minha pátria é minha língua... nem tanto no momento.
Acho bom; gostaria de entrar em contato com algum profissional que tenha ética nessa profissão, pois me formei em 1995 e é muito ruim ver certas pessoas escrevendo sem medo de ser processadas. Não estou fazendo direito por fazer; gostaria de encontrar pessoas de bom caráter; vejo cada matéria, sem fonte, sem nada, sem foto e falando mal de pessoas famosas; isso queima não só a minha pessoas, pois sou formado na nossa área e acho aceitável num país como o Brasil haver esse tipo de coisa; por causa de um todos se queimam; aqueles que são bons se queimam por aqueles que não têm ética nenhuma.
Com diploma ou sem diploma a luta é pela ética e pela liberdade de expressão no jornalismo. Acho esta questão, inúmeras vezes debatida, sem importância diante do jornalismo inescrupuloso e servil a interesses de corporações que dominam a economia mundial. O Sindicato dos Jornalista tem campanha para um jornalismo que mostre a verdade? O caso do tiroteio em Realengo foi um dos exemplos do escândalo em que se encontra a mídia brasileira. A internacional também, mas eu tive de abrir um blogue em inglês para tratar de um assunto que também não é noticiado na mídia americana ou inglesa mas ao menos tem jornalistas que saíram dos jornalões e de pijamas em casa levantam o que já se configura crime contra a humanidade. Sim, porque enquanto existir remédios teratogênicos que induzem à violência e ainda são viciantes, estamos diante de crime. O outro blogue é outro assunto. Tenho diploma, não de jornalismo mas, pelo que vi na Faculdade de Comunicação, não perdi muita coisa; mas ao aprender a ter "disconfiômetro" e ler nas entrelinhas enxergo o que diploma ou não diploma está causando ao cidadão brasileiro.
Meu sonho sempre foi ser jornalista, repórter cinematográfico, e jamais poderia exercer a profissão sem o devido conhecimento e formação adequada.
Conclui a faculdade de Jornalismo quando ainda não havia exigência do diploma, 1971. Mas já tinha consciência de que, para exercer a profissão, teria de me preparar. Acho um absurdo abolir o diploma, o que é, com certeza, a "faca e o queijo" para os donos de jornais, que poderão ter em suas redações pessoas de sua "confiança". Não dá para entender esse retrocesso. Pior, há "coleguinhas" que têm a coragem de apoiar, alguns deles diplomados! E ainda tem gente que, em depoimento aqui, acha que os diplomados têm "medo de perder seus lugares para jornalistas não formados". Piada. Defendemos a dignidade da nossa profissão.
Sei que esta é uma tribuna livre e democrática, mas admira-me o fato de que nela haja mais opiniões de jornalistas não diplomados – muitos com outra formação superior –do que daqueles que se empenharam nas faculdades de comunicação para desempenhar essa profissão. Graduei-me em Jornalismo em 1971, quando o diploma ainda nem era obrigatório. Gostava – e gosto – de escrever e a profissão me fascinava. Mas isto não era – e não é – o suficiente. Aprendi muito com meus mestres, na Universidade Federal de Juiz de Fora, e nos estágios. E, mais ainda, nas redações de jornais e revistas no Rio de Janeiro. A grande maioria dos que combatem o diploma, hoje, deveria ter descoberto cedo sua vocação e se preparado para exercê-la. Muitos cursaram outra faculdade e, com o passar do tempo, descobriram que queriam ser jornalistas. E se infiltraram na profissão nas mais variadas funções. Estou junto nesta luta para a exigência do diploma, sim. Mas que nele esteja embutido um saber consistente. E, aí, são as faculdades que deveriam ser mais cobradas. A elas deveria ser imposto um Selo de Qualidade, um ensino verdadeiramente qualificado e qualificador.
Concordo com quem diz que qualquer cidadão tem o direito de denunciar o que for preciso. No entanto, como profissionais, ocupando lugares nas empresas de comunicação devem estar jornalistas com formação, pois se bastasse simplesmente saber não seria necessário a universidade. Se alguém entende muito bem de direito pode advogar? Se conhece as doenças e seus medicamentos pode ser médico? Ou ainda, se entende de engenharia pode assinar documentos da construção civil? Não! Precisamos valorizar o estudo de quem se dedicou por anos para ser um profissional ético e competente. Mas o que vemos é muita gente "denunciando" de qualquer jeito. Pela valorização do profissional de comunicação!
Jornalismo/Diploma/Liberdade. Fico preocupado em meio à avassaladora mobilização a favor do jornalista diplomado, enquanto um dos maiores jornais do país, o Estadão, continua sob censura há 593 dias. Será que esta mordaça não é motivo para mobilização e questionamento? Absurdo! Onde estão os JORNALISTAS DIPLOMADOS?
É uma questão complicada. Se por um lado defendo que jornalista tem que ter diploma por outro acredito mais ainda que a população, independentemente de diploma, deva ter legitamação para fazer denúncias e dar suas versões sobre fatos e mazelas de nossa sociedade, enfim, reportar. Na hierarquia dos direitos o que é maior: o direito exclusivo de os jornalistas, e somente eles, terem chancela legal para exercer a profissão (em rádio, Tv's, sites, Jornais etc) ou o direito constitucional da liberdade de expressão e pensamento explicitado pelo art. 5°? Não sei a resposta. A única coisa que sei é que qualquer decisão extremada para ambos os lados é uma afronta ao direito da liberdade de expressão! Com certeza há um denominador comum. Mas setores extremistas de ambos os lados não deixam que enxerguemos a resposta que a meu ver está bem na nossa frente.
Tem que ser jornalista para comentar? Por que tanta preocupação? Depois de anos de formação os jornalistas profissionais tem medo de perder seus lugares para jornalistas não formados? Já vi algumas pessoas trabalhando na minha área, sem formação, e estou certa de que faria, se não melhor, diferente. A informação não deveria ser escrita apenas por quem "sabe" escrever. Quem vive os fatos, quem se dedica a aprender (mesmo que informalmente) deveria ter a chance de concorrer com os profissionais formados em curso superior e, supostamente, muito melhor qualificados.
Estudamos tanto para cumprir nossa função na sociedade. A leviandade domina ao lado da ignorância dos magistrados superiores. E assim, nos vemos largados no beco da incerteza profissional. E ainda temos que engolir os "novos jornalistas" oriundos da falta de preparo e do descaso daqueles que nos tiraram o diploma.
É um verdadeiro absurdo não precisar de diploma para exercer uma profissão tão importante quanto esta! Mas nem por isso, quem está pretendendo seguir este curso deve desistir, por causa de pessoas que muitas vezes nem sabem o que fazem, e acham que estão fazendo algo certo! ISSO É REALMENTE UM ABSURDO!
A profissão de jornalista, resumidamente, deve-se à divulgação de fatos. Sem opinião, sem partido, apenas fatos. O único quesito para ser jornalista é: TER VERGONHA NA CARA. E isso não se aprende em faculdade. Se tem ou não tem.
O Sindicato dos Jornalistas, como outras instituições congêneres, deveria (se não os tem) manter convênios com faculdades para cursos de especialização ou pós-graduação para corrigir tais distorções causadas por decisões políticas e tão antipáticas. Vale lembrar que conheço um sem número de "ditos" jornalistas que nem redigir ou escrever direito sabem e a idade não permite retrocesso, e até vivem disso, embora precariamente. Isso mostra que essa permissividade já existia. Como aconteceu? Não sabemos? É de meu interesse fazer tal curso. Começar do zero, impossível: idade, atividades profissionais, tempo de estudos acumulado, sindicato, partido, ações comunitárias. Um acúmulo de atividades práticas que reduz o tempo para tal fim e, ainda, leva o "aluno" à desistência por estudos repetidos. Conhecimento acumulado eu tenho. A questão é comprovar possibilidades em tal área. Aguardo retorno. Saudações.
Permitam-me ingerir nesse espaço tão nobre, mas tão comum e tão viciado como qualquer outro no trato profissional. Aqui, o corporativismo e a presunção também têm suas cadeiras cativas... As aspas na profissão confirmam minha visão. Hoje, eu prefiro me ver educador (pela etimologia). Tenho algum conhecimento em todas as áreas, mais de 500 mil páginas lidas, sindicalista, crítico "geral" (se os humanos só falassem do que entendem o silêncio seria insuportável. (autor desconhecido)). Vale lembrar: sou professor de Ciências e Matemática, do ensino fundamental e médio e só me senti útil e completo quando passei a dominar a fala da humanidade, viajando pelos feitos humanos em todas as áreas cognitivas, ao invés da CÁTEDRA, escrevo em um "jornaleco" (o termo é devido a impossibilidade dos limites do dono da marca fazê-lo virar um jornal para satisfazer a esta Corporação) mas se fechar o cara morre de fome... e vocês com isso, né? A intenção não é ofender a Instituição e seus membros, apenas lembrar que dos milhares de jornalistas, professores, médicos, técnicos, engenheiros, motoristas... habilitados legalmente todos os anos menos da metade dele assumem o espaço legal e a humanidade lhes permitem a sobrevida. O jornalismo precisa ser menos vernacular, menos tendencioso, menos institucional, menos catequista, menos carrancudo... menos capitalista e mais popular. Assim, falar uma linguagem mais leve e mais inteligível consagraria mais a nobre profissão e, esse princípio não é, via de regra, colocado em prática em nenhuma carreira universitária; os comunicadores (com(o) + única + ação) deveriam fazer essa mediação, mas gozamos dos mesmos vícios de quem condenamos. Vale a diferenciação entre escolarização e educação, com assinatura dos colegas do meu trabalho: educar é um processo individual, pessoal e "nato/inato", marcado pela busca da satisfação, enquanto escolarizar é organizar o pensamento ajustando-o as relações humanas e, não precisamos ser catedráticos para desempenharmos tal função social. Antes de ser professor, quando criança, já ajudava na alfabetização na comunidade e mesmo sem instituição legalizada faço um reconhecido trabalho comunitário... escolas não fazem talentos apenas potencializa quem os tem(do próprio, pela provocação do momento). Para fechar a con-versa: que seria dos cordelistas/repentistas se obrigados fossem a entrar na Academia?... o sertão estaria mudo! Já sabem minha posição "saber é de domínio público, expressa-o quem o tem (do próprio). Grato pela atenção e pela crítica.
Na minha opinião, diploma seria indispensável se formasse realmente bons profissionais. O que tem que melhorar é a qualidade do ensino. Tem muito jornalista COM DIPLOMA que fala errado na TV (tipo "Como QUE é", "REcor", entre outras aberrações linguísticas). Essa deve ser uma discussão quase que infinda, porque o mercado de trabalho muda a todo instante, e assim, o ensino também deve acompanhar essas mudanças. Por isso, não é apenas um diploma que está em jogo. Temos que discutir sobre mercado de trabalho, qualificação, ensino, ética. O fato de não precisar ter diploma para trabalhar como jornalista não diminui as chances dos que são formados em Jornalismo. Acho que tudo se renova. Em vez de sentar-se sobre o conformismo e reclamar da "injustiça", vamos correr atrás, buscar especializações, o mercado não está tão saturado assim. O que mata não é o profissional sem diploma, mas sim um profissional incompetente, mas que tem a vaga garantida porque é "peixe" de alguém. O mercado de trabalho não está fácil pra carreira nenhuma. Então, o caminho é começarmos a revolucionar esse mercado, focar na formação e especialização e partir para a versatilidade, porque hoje em dia, temos que ser multidisciplinares, senão o mercado nos engole.
Parabéns deputado Miro Teixeira.
Parabéns ao deputado federal Miro Teixeira por sua iniciativa. Eu também fui contemplado com o benefício de seu projeto acabando de uma vez por todas com essa história de que só um jornalista com faculdade pode atuar no mercado. Além de repórter sindicalista, sou comentarista crítico. Portanto, na minha modesta opinião, foi um alívio. Sinto-me realizado após 30 anos na profissão. E agora, mais ainda como estagiário de Direito. Inácio Cunha, repórter sindicalista e estagiário de Direito.
A luta continua! Inaceitável o descaso com a nossa profissão. Depois do diploma obrigatório as redações mudaram para melhor, estabeleceu-se uma geração com ética e conhecimento da profissão. Não podemos deixar essas conquistas se perderem. Deve haver colaboradores de outras áreas, nada contra, pagos, assim como os jornalistas. Bem pagos. Chega de exploração. Principalmente, chega da exploração do estagiário. Empresa jornalística, bem administrada, dá lucro. E como! Chega de exploração! Diploma e salário justo. Progresso nunca fez mal a ninguém.
Na minha opinião, os melhores jornalistas não têm diploma. O Jornalismo é uma coisa que nasce com você, a luta pela verdade e a facilidade de comunicar com clareza, ética e bom senso as suas matérias.
O diploma universitário é o sonho que todo pai quer para o filho. Mas o bom profissional não apenas se forma, ele obtém conhecimentos no seu dia-dia. A formação acadêmica é essencial, dá uma abrangente visão para superar metas em direção ao sucesso profissional. É inaceitável que após quatro anos de estudo e dedicação, o diploma passe a não valer nada.
Depois de anos trabalhando como jornalista, formada há 27 anos em Comunicação Social, finalmente sinto que foi feita justiça. Isso porque, por ter habilitação em Publicidade e Propaganda, não tinha registro como jornalista, apesar da vastíssima experiência e da comprovada competência. E aqui fica a pergunta que eu vinha me fazendo há anos, sem encontrar uma resposta satisfatória: por que alguém formado em Comunicação com habilitação em Jornalismo pode trabalhar como publicitário e obter o respectivo registro, e alguém formado em Comunicação com habilitação em Publicidade e Propaganda não poderia igualmente trabalhar como jornalista e também obter seu registro? Isso era uma distorção grave e inexplicável, que finalmente foi corrigida, por meios talvez um tanto tortos. Se o corporativismo profissional não fosse tão abrangente e radical, talvez eu até pudesse não apoiar uma medida como essa, da não exigência do diploma. Mas não vejo lógica alguma na situação que descrevi acima, e que vivi durante 27 anos. No meu caso particular, finalmente com meu registro de jornalista na carteira de trabalho, só posso aplaudir a correção dessa injustiça.
Precisamos de profissionais sérios, a qualificação superior é o início apenas da conduta profissional. Verdadeiro lugar de debates para o futuro Jornalista.
cesar ribeiro - Jornalista
O diploma só deveria ser exigido para cargos de chefia. Para os demais, uma especialização técnica de seis meses a um ano para capacitação profissional.
Caros jornalistas, estudantes e leitores. Acredito que a não obrigatoriedade de diploma para jornalistas é uma coisa boa. Sei que muitos de vocês discordam de mim, mas sugiro que vejam a coisa de outro ângulo. Existem outras profissões tão louváveis quanto a de jornalista que não exigem qualquer formação acadêmica. Por exemplo, escritor, cantor, compositor etc., embora sejam profissões que possuem cursos acadêmicos. O que seria da literatura brasileira se exigisse diploma de todos os escritores brasileiros. Pensem um pouco. Se Cora Coralina não pudesse escrever, nós não poderíamos ler seus maravilhosos poemas. E o que seria da literatura brasileira sem Paulo Coelho, um dos maiores e mais conhecidos escritores? Embora não tenha formação, feito curso de graduação para ser escritor, tem uma cadeira na Academia Brasileira de letras e é regulamentado como escritor. E o que vocês pensam sobre Pixinguinha que foi um dos mais renomados músicos do Brasil? Ele não se formou como músico mas sem sombra de duvida tinha talento. O que dizer de Carlos Alberto Ferreira Braga, Braguinha, o maior compositor brasileiro. Reconhecido e renomado, entrou para o livro dos recordes como a pessoa que mais compôs músicas no mundo. Agora, eu pergunto o que faz de uma pessoa ser jornalista? Para mim, jornalista (ou comunicador social) é qualquer pessoa comprometida com a verdade, que age de forma ética e responsável, que busca informar e relatar, de forma honesta, fatos e acontecimentos importantes para a sociedade. Acredito que as universidades não formam o caráter. O fato de a Fenaj exigir diploma universitário para uma pessoa poder tirar a carteira nacional de jornalista é absurdo, abusivo e ilegal. As leis brasileiras não exigem mais diploma para o exercício da profissão de jornalista (comunicador social). Eu acredito que uma entidade séria e ética como a Fenaj não deveria exigir diploma universitário de seus associados, e sim que todos os seus associados agissem com ética, honestidade no exercício da profissão. Claro que um curso universitário é importante, porém não é necessário. Um diploma ajuda mas não é tudo. E jamais uma graduação iria separar o mau do bom profissional. Penso que todos os jornalistas, diplomados ou não, querem estar regulamentados com a Fenaj. Devem e querem agir legalmente. Por isso buscam se associar a este órgão tão respeitável. Peço, por favor, que vejam o fato por este ângulo. Atenciosamente,
Já reparou? Quem defende o cancelamento da exigência do diploma são apenas os que não o têm! Claro, muitos são mais velhos e o curso de Jornalismo não é tão antigo assim. Noto também que os não diplomados julgam muito os que são formados e os criticam, dizendo que divulgam informações erradas e não têm qualificação. Mas é uma desculpa porque médicos, advogados, enfermeiros, gerentes e outros profissionais também erram. É próprio do ser humano o erro. Sentar na cadeira de um curso superior é importante, se não fosse nunca o teriam criado. Será que é justo, você que nunca estudou jornalismo, não conhece nem as disciplinas do curso, não investiu quatro anos do seu tempo e dinheiro na faculdade para se formar na profissão, tomar o lugar de quem está qualificado? Ah!, eu sei você que você está pensando: ‘Nem todos são qualificados’. Ok. Também procuro uma dermatologista para curar manchinhas na minha pela e até hoje não encontrei. Comparação sem nexo?! Não, nós não somos perfeitos, e pode ser que uma dessas médicas descubra o que as outras não conseguiram. Se você não tem diploma, mas já está há muitos anos no mercado, parabéns, você não é totalmente culpado, a lei permitiu. Mas não incentive a prática. Vamos incentivar nossos jovens a estudar e compreender que o estudo é essencial para tudo na vida. Paz e saúde para todos! E amor também. Precisamos.
A luta não se refere somente à queda do diploma. Também importa a maneira com que fomos ridicularizados e comparados a cozinheiros. Não que isso seja uma ofensa. Mas houve infelicidade na comparação. Sou a favor do conhecimento. Jornalistas, principalmente sem diploma, se acham no direito de falar o que bem entendem. Se tivessem uma boa formação, principalmente em uma disciplina muito importante chamada ÉTICA, pensariam muito antes de falar atrocidades. Jornalismo é uma arte, mas não se pode confundir um texto literário, como o New Jornalism, com um texto informativo.
É um absurdo que alguém tenha gasto dinheiro em cursos, vestibular e faculdade para se formar em jornalista e depois uma decisão idiota casse a obrigatoriedade do diploma. Todos deveriam processar o Estado para serem ressarcidos de gastos com a sua formação. Considerando que tempo e ideal não são computáveis, o dano é irreparável. Em vez de ficarem criando leis imbecis deveriam simplesmente cumprir com eficiência as que já existem. Coisa que, infelizmente em nosso país, não fazem.
Sou jornalista de coração e não de carteira, acho que essa ação não vale, porque tem muitos jornalistas de diploma que sentam para escrever uma materinha por dia e acham que por que tem um diploma, são jornalistas, eu trabalho 24 horas ligado aos fatos, corro por trás da notícia, investigo os fatos e informo com objetividade, e não tenho nem diploma nem carterinha, eu gosto da profissão e não tenho oportunidade de estudar, mais sou jornalista de coração, um grande abraço e um excelente dia para vocês...
É muito relativo, pois em 1978, fui repórter de polícia da Gazeta de Notícias, na ocasião além das minhas reportagens, me incumbiram a responsabilidade com relação aos estagiários. Lamentável a experiência com as pessoas formadas pela Gama Filho, pela PUC, enfim na época já era assim, imagine nos dias atuais. A meu ver, só deveria exercer a profissão quem tivesse o dom e amor à profissão. Na minha opinião, as Faculdades deveriam ser extintas, pois de 100% aproveitamos 0,5%. Os grandes jornalistas que fizeram nome na história não eram diplomados e são lembrados até hoje. Mas, enfim que vença a razão dos fatos.
Muitas pessoas estão sendo precipitadas ao dizer que o mercado de trabalho NÃO EXIGE o diploma. O que há é uma OPÇÃO do mercado de trabalho se exigirá ou não que seus profissionais sejam formados. A Rede Globo, por exemplo, transmitiu no Jornal Nacional que exigirá SIM, afinal, não abrirá as portas para qualquer curioso. A possibilidade da extinção do diploma desanima qualquer estudante de jornalismo, afinal, estudam para que sejam profissionais de ponta, com prestigio e credibilidade. Também acredito que o Jornalismo seja uma verdadeira arte, uma ciência e até uma religião, mas também sei que os Centros de Comunicação Social no país e no mundo criam com TÉCNICA, profissionais competentes, capazes e acima de tudo preparados para exercerem a profissão que simplesmente dá a sociedade todos os argumentos possíveis para que sejam formadas opiniões na cabeça de cada individuo. No Brasil apenas cinco famílias regem a comunicação nacional. A família Marinho, Rede Globo, além de ter o maior numero de audiência é também o campo mais aberto para profissionais da área de comunicação e principalmente para jornalistas ou estudantes da área. Visando tamanha importância e credibilidade vale a pena ressaltar um trecho da edição do Jornal Nacional do dia 18 de junho de 2009. “O vice-presidente das Organizações Globo e presidente do Conselho Editorial do grupo, João Roberto Marinho, divulgou nota sobre a decisão do Supremo Tribunal Federal de acabar com a obrigatoriedade de diploma para o exercício do jornalismo. João Roberto Marinho reconhece como fundamental o trabalho das escolas de Comunicação Social no Brasil e afirma que as Organizações Globo continuarão a buscar nelas seus profissionais de jornalismo. Ele observa que essas escolas são os melhores centros de difusão das técnicas e dos conhecimentos necessários para que jornalistas exerçam bem suas atribuições e conclui: ‘Essa crença nunca esteve em conflito com a nossa postura de buscar especialistas de outras áreas que possam enriquecer nossos jornais, revistas, programas jornalísticos em rádio e TV e sites da internet. A decisão do Supremo Tribunal Federal apenas ratifica uma prática que sempre foi nossa’”. Concluindo: Ainda que sejam usados profissionais de outras áreas como, economistas, modelos, nutricionistas etc., o jornalista formado sempre será prezado e necessário.
É lamentável que o STF tenha decidido pelo fim da exigência do diploma. Mas creio que o mercado avalie melhor aquele que se preparou e não o que escreve por escrever. Faltam três períodos para eu concluir o curso e não vou desistir da faculdade porque ainda acredito na volta da obrigatoriedade do diploma para se exercer a profissão.
Sou um jornalista americano aposentado vivendo no Brasil com a minha mulher que é brasileira. Meu pai foi jornalista também, na Florida e em Chicago, era graduado em Business e nunca cursou nenhuma faculdadi de communication lá na America. Acho esse protesto sem sentido e toda essa energia poderia ser canalizada para algo mais efetivo, pois o mercado se encarrega de selecionar o profissional bom, e expulsar da mída os ruins, com ou sem diploma, ora, o jornalismo transcende uma formação limitada aos bancos de universidade, exige uma cultura ampla e ilimitada, o jornalismo é uma arte, é ciência, é até uma religião e, como se diz aqui, uma cachaça, portanto é muito muito mais do que uma formação de quatro anos. Mas, enfim, vencerá essa disputa os mais perseverantes, embora ao final terá sido uma vitória que poderá autorizar idiotas a praticarem essa arte que é o jornalismo só porque têm um diploma, nem todos diplomados podem ser jornalistas, é um perigo. Saudações
Lamentável o pensamento corporativista que reage de forma tão absolutista em prol dos salários que possam diminuir se jornalistas não diplomados entrarem no mercado de trabalho. Ora, cabe ao mercado midiático rechaçar o fenômeno, empregando só os profissionais diplomados e aos órgãos regulamentadores da classe emitir registro apenas para diplomados? Ora, vários apresentadores são jornalistas que não têm o menor tino para a profissão. O que acham do Jornal da Tarde, da Record, em que o apresentador Wagner Montes fala um monte de besteiras, com uma expressão que parece mais de um bandido, do que com a de um profissional da área que tanto protegem com a exigência da obrigatoriedade de um diploma... Vamos mais além! E o tal do Bat, do SBT, que faz sensacionalismo barato e repetitivo? Falamos de profissionais que ganham muito bem, mas são péssimos e vulgares, transmitem informação em um dos maiores meios de comunicação do país, a televisão. Desculpo-me pela crítica, mas informação pode ser repassada com forma jornalística, desde que venha de forma coerente, não ofensiva e respeitosa. Durante vinte e quatro horas por dia vemos profissionais da área divulgando informações erradas, ficando claro que não muitos não têm qualificação nenhuma. E todos têm formação profissional.
Lendo certos depoimentos, custo acreditar que sejam realmente escritos por quem defende diploma. Abandonei a faculdade de jornalismo no último semestre. À época, já trabalhava como repórter havia 10 anos. Sinceramente, ler e pesquisar me engrandeceu muito mais, que um diploma. Conheço muitos que se formaram e estão aí, fora do mercado, por falta de competência. Ser jornalista, como leu em alguns depoimentos, é arte. É nascer jornalista. Não é faculdade que faz o bom profissional. É a sua dedicação.
Ter um diploma é o sonho de muitos em nosso país. Abre portas e facilita a vida profissional, mas ai vem um cidadão e diz que para a profissão que você escolheu não é obrigatório o diploma. Você se sente roubado, como se tivesse perdido todo o salário do mês. Lógico que diploma não dá certeza de qualidade. Muitos sem diploma fazem um jornalismo ético e são verdadeiros formadores de opinião, mas existem outros com diploma que são melhores. A qualificação é necessária para todos. É o investimento de uma vida, tem que ser valorizado.
Do jeito que as coisas estão andando, daqui a pouco nem mesmo para médico será exigido o diploma. Imaginem o desespero! A teoria no jornalismo é muito importante para nossa formação intelectual, daí a importância do diploma.
A torcida é que a categoria saia fortalecida deste episódio. Diploma sim. E sempre, qualidade do ensino e ética.
Deixei um comentário sobre jornalista sem formação. Só que meu comentário, quando pesquisado no Google, aparece outro comentário no meu nome. Isso com certeza não é jornalismo. Acho que minha opinião deveria ser respeitada. Porque será? Entrei em contato via e-mail a este sindicato, em Piracicaba e não obtive resposta. Sou rejeitado por esta entidade? Tem certas coisas que é difícil de entender. Só precisamos de pessoas profissionais, que não necessariamente tenha diplomam, mas que tenham respeito pelo semelhante. Sem mais.
Bom, vou postar uma matéria que escrevi há um tempo no site www.outroladodanoticia.net, é a minha opinião na sua íntegra. “Liberdade de expressão?” O século muda e no Brasil costumo ter a sensação de um país meio “encaranguejado”, inicio a matéria quase fazendo jus ao fim do diploma da minha profissão. Uso a primeira pessoa, sem medo do sensacionalismo. Se fosse há alguns dias teria um certo receio de o fazer, mas agora, acho que daqui para frente não me sentirei tão sozinha diante dos erros nesta função.
Nesta quarta-feira (17), O Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou a exigência do diploma de jornalista para o exercício da profissão. Por oito votos a um, os ministros atenderam no Plenário a um pedido protocolado pelo Sindicado das Empresas de Rádio e Televisão no Estado de São Paulo (Sertesp) e pelo Ministério Público Federal (MPF) Para o MPF, a lei (972/69) que estabelece as regras para o exercício da profissão, é incompatível com a Constituição Federal de 1988. O relator do processo e presidente do STF, Gilmar Mendes concordou com a exigência. Para ele, o fato do jornalista ser graduado não significa mais qualidade aos profissionais da área. “A formação específica em cursos de jornalismo não é meio idôneo para evitar eventuais riscos à coletividade ou danos a terceiros.” Deve ser partindo desta premissa que até hoje ainda ocupam cargos políticos pessoas sem o mínimo de formação. Mas o diploma não é significado de qualidade, é só olharmos o nosso país, está excelente. Não há desvios de verbas públicas, não há fome, desemprego, as condições são as melhores e nossos governantes nem precisaram de diploma para um governo tão qualificado. Talvez agora, a qualidade do Jornalismo até melhore, o nosso país precisa mesmo é que todos exerçam a liberdade de expressão nos meios de comunicações, sem medo de falar, escrever, afinal, para que ter conhecimento das leis de imprensa? O máximo que isso pode acrescentar são em poucos processos para as empresas jornalísticas. Viva a democratização da informação a qualquer custo! Realmente há a necessidade do fim do diploma para pessoas com conhecimentos multidisciplinares, afinal de contas, eles não têm este espaço na mídia. Historiadores, psicólogos, pedagogos, não escrevem para os meios de comunicação, aliás, nem existem colaboradores. (Qual a minha função neste site aqui mesmo?)
Se diploma fosse sinônimo de talento, as mais diversas classes profissionais deste país não estariam desacreditadas. O que vemos de pessoas incompetentes escondidas atrás de um diploma é brincadeira. Leiam os jornais, a Internet e ouçam os principais meios de comunicação que vocês confirmarão o que eu estou dizendo. O que adianta o DIPLOMA sem o talento e a vocação? Todos os anos saem profissionais por atacado nas mais diversas faculdades desse país e do mundo a fora, e, qual a cultura globalizada dominante que impera por todos os cantos do planeta? Não sejamos da cultura do quantitativo, mas do qualitativo.
Sou da época em que a faculdade de comunicação era um luxo recém implantado nas universidades. Os profissionais eram pessoas capazes, instruídos e forjados nas redações, se tornaram grandes jornalistas como tantos nomes que conhecemos. Tenho meu registro de jornalista no Ministério do Trabalho, feito em 1982. De lá para cá, as coisas mudaram muito e a exigência do diploma se fez obrigatória. Nada mais justo, pois é uma profissão de nível superior. A queda desta questão não implica em confiar ou não em jornalistas não diplomados. Simplesmente voltamos a uma época em que jornalista era aquele escritor que possuía um tino ou faro para a noticia e se expressava muito bem. Infelizmente hoje, como antigamente, encontramos profissionais que não têm a mínima condição de escrever uma reportagem. Vemos também profissionais brilhantes, vindo dos bancos universitários, mas que possuem na alma, o espírito do jornalista. O que faz um profissional não é um diploma, mas sua moral, responsabilidade, a prática, e em nosso caso a responsabilidade de informar, deixando a cargo do leitor a formação da opinião. Não se pode ser tendencioso ao relatar um fato. Achei sim, um desrespeito. Não à classe, mas aos milhares de estudantes de jornalismo, que enfrentaram o vestibular, que estudaram com dificuldade para serem chamados de comunicólogos.
Uma das perdas dessa decisão descabida é a salarial. Sem necessidade de formação superior, quanto custará o nosso trabalho, que já é mal pago na maioria dos veículos? Até apoiaria uma lei que permitisse que jornalistas "não formados", que já exercem a profissão, continuassem no mercado de trabalho, pelo tempo de carreira. Mas isso só valeria para quem está há tempos no mercado. Deveria ser proibida a entrada de novos jornalistas "não formados" no mercado. Assim não haveria exclusões. Só mudaria o sistema, para que todas as futuras gerações de jornalistas fossem formadas.
Não tenho diploma de jornalista, mas trabalho no jornal A Voz de Maricá.
Eu não sou contra o diploma, só acho que existem pessoas que fazem o trabalho de jornalista e que não tiveram condições de fazer uma faculdade, e nem por isso eles se sentiram diminuídos, pois fazem a mesma coisa que o jornalista faz, simplesmente não têm diploma, e a prática é totalmente diferente.
O desrespeito a uma categoria, seja ela qual for, é inaceitável. Antes, pertencia-se a uma classe. Hoje, passa-se a ser parte integrante de um corpo amorfo, amebóide? Não concordo com a decisão do STF e farei parte de todos os movimentos possíveis para que esta situação seja alterada. No dia em que perder minha capacidade de indignação, será melhor ficar de pijaminha em casa. Um abraço.
Estudantes de Jornalismo, o que eu e meus colegas vamos fazer depois da desprezível decisão do STF? Abandonar a faculdade? É um absurdo que não se exija o diploma para o exercício da profissão de jornalista. Afinal, pensam que toda pessoa nasce com técnica, cultura e informação suficiente para ter a responsabilidade de saber mostrar a realidade do dia a dia para a sociedade? Absurdo. Ainda acredito que a decisão do Supremo será modificada, com a ajuda de todos os interessados isso poderá ser possível. Não falo só do Jornalismo. Para qualquer outra profissão, é necessário ter formação especializada.
Acreditar que qualquer pessoa está apta ao que concerne um Jornalismo ético, ponderado e preciso, é acreditar que os veículos de comunicação são os donos da razão e da verdade. É inadmissível que a sociedade seja manipulada por um determinado grupo de empresários que só têm o lema “Lucro: Podemos viver sem ele?”. O que responder a respeito da qualidade e a informação lida na Internet? Quem vai responder em possíveis processos por uma falsa matéria? Todos podem se manifestar, sim, mas com verdadeira identificação pessoa e profissional, válida na área de atuação. Precisamos lutar e honrar nosso Diploma e as muitas horas de dedicação e amor à profissão. Vamos vencer sim! Acreditamos!
Jornalista por formação “no grito” e “no tranco”, apoiei a proposta de exigência do diploma no debate do sindicato. Nessa época, tinha até gente armada circulando pela redação de O Globo, por exemplo. Continuo apoiando a exigência do diploma (ou a equivalência garantida por lei aos que, como eu, vieram antes das faculdades), até porque as questões relativas à Comunicação tornaram-se bem mais complexas do que imaginam certos ministros do STF. É claro que talento não se regulamenta. Trata-se da inserção social, política e econômica do jornalismo e da comunicação em geral. É isso que está em pauta e não o talento dos profissionais. Neste ritmo, o que vai aumentar é o trabalho precário em todas as profissões desregulamentadas, ao gosto do nosso capitalismo troglodita.
Quem sou eu para discordar do Supremo, em especial com relação às raízes históricas de processos de regulamentação profissional? Resquícios do autoritarismo, sem dúvida. Questão de segurança ao indivíduo ou patrimônio, talvez. Mas creio mesmo que não datam do Estado Novo ou da Ditadura Militar. Poderíamos ir mais longe e lembrar que, em 1832, a Coroa Imperial já proibia no Brasil o exercício da profissão médica, de boticário ou mesmo de parteiras sem diploma. Numa leitura superficial de fatos históricos, diríamos que no milênio passado profissionalizávamos a partir de um diploma e neste milênio desprofissionalizamos, tirando a exigência deste. Mas o buraco é bem mais fundo e, seguindo pelo túnel dos tempos esquecidos, podemos chegar às origens do conceito de profissão. Desde a Idade Média, o exercício de uma profissão estava vinculado a uma base de conhecimento e a uma prática controlada por corporações. A ideia de “profissão” veio junto com o surgimento das cidades e dos ofícios. Cada ofício detinha um conhecimento próprio que lhe dava identidade pública junto a seus pares e o diferenciava de outros. Na própria etimologia da palavra “profissão” se impõe a importância dessa identidade pública comum. A palavra “profissão” vem do latim “professio”, que tem a mesma origem do verbo “professar”, ou seja, declarar publicamente algo. Assim, profissão requer compromisso público, um compromisso diante da sociedade de defesa de uma prática ou de uma forma de conduta. Na sociedade pós-industrial, regida pela lógica do mercado, profissão passou a ter um status especial, representando um grupo social instruído, que através da autorregulação garantia a proteção de sua competitividade no mercado de trabalho. A Teoria das Profissões aponta dois atributos essenciais para se definir uma atividade humana como uma atividade profissional: (1) a existência de um corpo específico de conhecimento de acesso restrito, fechado e controlado pelos seus praticantes e (2) a orientação para um modelo de serviço ou prática, que de certa maneira assegura a esses profissionais uma reserva de mercado. Da autorregulação, caíamos na armadilha da regulamentação e, aos poucos, já não mais ousávamos chamar de profissão o exercício de uma atividade sem diploma ou sem lei que definisse protocolos formais do exercício profissional. Hoje, temos no País 53 profissões regulamentadas que concentram sete milhões de profissionais registrados. Outras 40 categorias ocupacionais tentam no Congresso Brasileiro seu reconhecimento como profissão regulamentada. O dilema que se apresenta no Brasil do Novo Milênio não está na exigência do diploma ou não exigência para o exercício do jornalismo. A questão fundamental é: autorregulação ou desregulamentação? E essa discussão não cabe ao Supremo, mas apenas e tão somente a categoria. Quem está no mercado, quem faz o mercado de jornalismo somos nós, jornalistas; portanto somos nós que precisamos decidir se temos ou não uma profissão e qual o escopo da atividade que exercemos. Eu continuo a dizer que sou sim, uma profissional jornalista. Mas até quando isso terá algum valor sem a regulação da atividade?
Este ato só comprova a falta de competência e de esclarecimento de quem ocupa um cargo que deveria no mínimo mostrar discernimento. Questionar sobre a não obrigatoriedade de um diploma, que está em vigor há 40 anos, vai muito mais além da perseguição a esta classe incumbida de abrir os olhos da nação. É uma mostra de como a educação é tratada neste país. Atestado de burrice é pensar que as faculdades de jornalismo só ensinam formas de escrever. Jornalismo é antes de tudo comprometimento com o ato de informar com imparcialidade, fazendo da ética seu princípio primordial. O curso de jornalismo não só propicia amplo conhecimento como favorece uma visão crítica, além é claro de conferir um papel significativo contra a alienação da sociedade como todo. E isto não é conveniente para quem vive das vantagens de um povo desinformado. Jornalismo não é para qualquer um. São para os valorosos que têm fibra. É explícita a perseguição a esta classe, e esta decisão foi julgada em benefício próprio. Cabe ao mercado midiático rechaçar tal condição empregando só os profissionais diplomados e aos órgãos regulamentadores da classe constituir registro somente para diplomados.
Jamais seria contra o diploma, mas o que as faculdades despejam a cada seis meses no mercado, é de fazer saltar de seus túmulos gênios como Machado de Assis, Pericles Leal, David Nasser, Heron Domingues, Assis Chateaubriand, João Saldanha, Samuel Wainer, fora os felizmente atuantes, como Luiz Mendes, Sergio Cabral (pai), Alberto Dines e tantos outros. Na minha opinião, jornalista já nasce feito. Comecei em 1976, fazendo esporte na antiga Rádio Federal, em Niterói, e meus professores que não tinham diploma foram Cesar de Alencar, José Jorge, Roberto Garcia, Paulo Cezar Tenius (Querido Amigo) Júlio Louzada, Jorge Cury, Waldir Amaral, Ivan Borghi e tantos outros. Quem tem recursos para fazer uma faculdade são outros quinhentos. Mas ao pegar o diploma, quem garante que o talento está impresso? As empresas devem analisar a capacidade, a criatividade, o talento na hora de contratar, não discriminando o profissional que só possui o registro.
Para quem pretende exercer a profissão de jornalista, uma formação superior em comunicação social é inevitável! Cerca 80 milhões de jornalistas sairam lesados por esta decisão do STF. Quem ganhou com a decisão foram os patrões, ninguém mais!
Com todo o respeito aos colegas que estão indignados com a não-necessidade do diploma, gostaria de observar que cursar uma universidade às vezes não é sinônimo de formação. Cursei cinco semestres de Comunicação Social e não tive como finalizar meus estudos. Há mais de 10 anos escrevo sobre turismo e ajudei muitos jornalistas europeus a publicarem excelentes matérias sobre os mais variados destinos turísticos, principalmente no Brasil, além de ter organizado e conduzido dezenas de press tours para a imprensa internacional. Isso não me daria alguma condição para querer escrever em primeira pessoa? Repito, com todo o respeito, vamos ver as coisas também a 360 graus?
Sou favorável ao diploma. O jornalismo não pode ser exercido por qualquer um. A informação para ser útil tem de ser verdadeira. A população não terá acesso à verdade se qualquer idiota quiser ser jornalista. Por esse caminho a imprensa vai se transformar em blogues, nos quais só discutem bobagens. A obrigatoriedade do diploma precisa ser resgatada. Sem ele, viveremos na ditadura da ignorância e da mentira.
Estudantes de Jornalismo, professores e a sociedade civil, que acreditam que através da EDUCAÇAO formamos profissionais e não pessoas despreparadas para o oficio, devemos nos unir em torno de um projeto de lei que assegure a regulamentação da profissão. É ridículo que em pleno século 21 estejamos retrocedendo séculos, quando poucos tinham acesso a um conhecimento mínimo. Que sociedade é essa que prega a negação do conhecimento, como desprezar a formação acadêmica para uma profissão tão relevante. Sinto vergonha de viver esta realidade nesse país de absurdos.
Há outras formas de selecionar um bom profissional da Comunicação além do simples diploma! Conhecimentos gerais e do assunto que vai abordar, domínio da língua e compromisso com a verdade são o fundamento! Minha primeira profissão (Análise de Sistemas) também não é regulamentada (aliás, nunca foi defendida pelos colegas jornalistas diplomados), banquei 4 anos de PUC e um tanto mais em cursos de especialização e nem por isso estou chorando por reserva de mercado...
Não é uma questão de liberdade de expressão que pode ser exercida por qualquer cidadão em blogues, no twiter, em saites, rádios comunitárias e nas chamadas redes sociais. Nem tão-somente é pela necessidade de aperfeiçoamento cultural, técnico e humanístico porque bons cursos – não necessariamente universitários – podem suprir. A exigência do diploma e da regulamentação da profissão de jornalista está ligada, principalmente, a um mercado de trabalho mais justo. Por quê? Há cerca de 20 anos, iniciando na profissão e recém-casado, uma grande empresa para a qual prestava serviço reajustou meus honorários em 50% para que, além de redator e repórter, assinasse a publicação como jornalista responsável pelo fato de ter meu registro profissional, enquanto a gerente da área responsável pelo house organ da companhia era psicóloga. Hoje, na mesma situação, correria o risco de ser dispensado para que própria psicóloga assumisse a produção do informativo. Ou seja, se o médico, o jogador de futebol, o engenheiro e o gari podem ser jornalistas, a profissão volta a virar “bico”. E quem decidiu ser somente jornalista e tentar viver disso? Provavelmente terá que descobrir, mesmo que já esteja caminhando para a aposentadoria, outra “vocação” para sobreviver. Afinal, agora somos mais de 180 milhões de jornalistas em potencial, a maior categoria do mundo. Haja concorrência...
O tema pode ser complexo. Mas o Congresso pode fazer um projeto de lei que garanta o diploma para a prática da profissão e acabar com a discussão. Não tenho diploma, tenho registro e trabalho na área. Mas sou a favor do diploma, senão até cachorro vai ser jornalista.
Resquícios da ditadura. Assim considero as pessoas que acham que para ser jornalista é necessário possuir um diploma. O que nos diferencia é a capacidade e a competência, coisas que o dinheiro não compra.
Milhões de estudantes, como eu, pagam caro para ver seus sonhos se realizarem e, agora, nos deparamos com esta decisão absurda do STF. Como se fossem poucas as dificuldades que vamos encontrar para arrumar espaço em um concorridíssimo mercado de trabalho. Os ministros do Supremo jogaram um balde de água fria em nossas pretensões.
Um absurdo a decisão do STF. Os únicos favorecidos, como sempre, são os empresários.
Qual o motivo de o Supremo Tribunal Federal querer desvalorizar uma profissão tão importante para o país? Para onde caminha esta decisão? Profissionais de Jornalismo sem formação acadêmica? Jornalistas que nunca respiraram ares acadêmicos da área humana? Em um país cercado de tantas incertezas e desconfianças, decisões como essa nos faz sentir cada vez mais inseguro com o futuro.
Há muitos outros cursos universitários que oferecem diplomas que não garantem o direito de exercício profissional. Comparar o jornalismo com a medicina ou a engenharia, profissões que exigem um conhecimento técnico específico, diminui a potência do próprio jornalismo, cuja história é repleta de grandes escritores, filósofos, sociólogos, antropólogos, fotógrafos, artistas, atores, advogados e tantos outros personagens que não passaram por um curso universitário para aprender a exercer a profissão. A diversidade só traz riqueza para a profissão. Além disso, não vamos esquecer que a exigência do diploma foi criada em plena ditadura militar e coincidiu com o fortalecimento das poucas empresas de comunicação que dominam o mercado.
O que deveria importar é a qualidade da imprensa que anda péssima. Os jornalistas estão despreparados para atuar nas rádios e emissoras de televisão por não serem profissionais de comunicação e também por jamais buscarem aperfeiçoamento em produção, locução e conhecimento técnico do funcionamento das rádios e televisões. Infelizmente hoje em dia se ouve até palavrão dito por jornalista em rádio e a emissora e ele continuam no ar. O importante não é um diploma e sim sua formação. Mas tem muita gente escondida atrás de um diploma ruim das faculdades. Lamentável.
Trabalho há 20 anos com radio, TV e jornal, no Uruguai, na Argentina e sul do Brasil. A maioria dos grandes profissionais que conheço não tem diploma de jornalista e, pior, a maioria que tem deixa a desejar. O principal no jornalismo é a vocação e a vontade de aprender cada vez mais. Já ganhei vários prêmios latinos de jornalismo, tanto no rádio como na televisão, fui correspondente da al Jazeera latina, não sou jornalista de diploma. Tenho certeza que as empresas de comunicação sabem diferenciar o jornalista de fato, não pelo diploma, e sim pelo seu trabalho sério e imparcial. É uma vergonha ter jornalistas só para assinar e ser responsável por uma edição, sem mesmo ter escrito uma linha.
O Poder do Supremo Tribunal Federal foi além do sensato e muito além do previsto em nosso ordeamento jurídico. Não apenas disse o direito com a palavra final, mas decidiu legislar – ao menos por ora –, transformando a sociedade, única e legítima dona da informação, em vítima de um verdadeiro golpe e sem qualquer chance de ser ouvida. Esta atitude remete, no mínimo, à falta de informação dos senhores ministros sobre o ofício do jornalista. Para ser jornalista, senhores, não basta saber escrever bem. Não basta fazer relatório de um fato. Não basta ser especialista num determinado tema. Há necessidade de conhecimento específico sobre apuração, conextualização e, sobretudo, uma sensibilidade para reportar a informação da melhor forma possível para aqueles que precisam dela para se orientar. Para isso, é necessário conhecimento específico, obtido no local apropriado, a faculdade de Comunicação, com habilitação em jornalismo. A sociedade precisa participar e se comprometer com a questão do direito à informação. E o Legislativo precisa sair da inércia e elaborar urgentemente uma norma regulamentando essa profissão que só existe porque a sociedade precisa de informação qualificada. E qualificação, claro, passa pela capacidade de crítica, tão fundamental num regime democrático. Sensatez, já!
Já me manifestei antes, bradando a favor do diploma de jornalista. Mas parece que esses ministros do STF são cegos, e eu não posso deixar de me manifestar aqui de novo. Estou chorando após a decisão desses ministros. Se ficar nesse pé, então, vamos seguir o precedente e pedir a eliminação do diploma para todas as profissões regulamentadas cujo exercício, como disse o Gilmar Mendes, não representa risco ou ameaça aos cidadãos. Vem aí a lista, todas de nível superior: bibliotecário, assistente social, arquivista, economista, contador, advogado, bacharel em turismo etc. Acho que só sobram médico, dentista e engenheiro. Ou estou enganado, Sr. ministro?!
Desde que não seja cego...
Diploma! Para ver: qualquer um que não seja cego. Para apurar: inteligência e sensibilidade. Para escrever e revisar: profissional de Letras. Para se fazer entender: talento. Para se fazer confiar: ética. Diploma?
Falta de capacidade
O pior sobre a decisão do Supremo é que para ser ministro não é necessário ser advogado ou juiz, basta ter notório saber jurídico. Como podemos ficar nas mãos dessas pessoas? Isto sempre me incomodou. O cidadão tem suas causas julgadas em última instância por pessoas que não precisam ser diplomadas na área jurídica. Penso que devemos iniciar uma campanha de questionamento do Supremo, da real capacidade de julgamento desses ministros. Comparar jornalista com chefe de cozinha e costureira é uma ignorância total com relação às especificidades da nossa profissão. Vamos lutar porque a não exigência do diploma criará uma crise sem precedentes para alunos, novos profissionais que acabaram de terminar a faculdade, para as universidades e para o cidadão que merece uma informação de qualidade.
Frustração e decepção
Como jornalista recém-graduada, gostaria de manifestar minha insatisfação e frustração em tomar conhecimento da não-obrigatoriedade do diploma para exercício da profissão de jornalista. Os quatro anos de faculdade e não apenas isso, mas todo o estudo para passar em um vestibular tão concorrido, agora, parecem ter perdido todo o valor. É frustrante e decepcionante a situação da educação no país e a queda do diploma reflete perfeitamente esta precariedade.
E os gastos do Governo?
Tenho um sobrinho que sempre estudou em escolas estaduais. Jornalistas formados pela USP devem ter a idéia de como é difícil e concorrido o vestibular daquela universidade. Pois bem, o meu sobrinho passou neste vestibular no ano passado, estudou muito, fez cursinho, abriu mão de tanta coisa... E agora, como deve estar a cabeça dele, que motivação ele tem para ir à Faculdade? E as piadas: Nossa, você estudou tanto para entrar na USP, agora seu diploma não vale nada. E os gastos do Governo para manter essa faculdade? Pensando bem, será que eu consigo uma vaga de jornalista no Estadão? Só tenho o 2º grau. Bom, vai depender do meu perfil, ou melhor, da minha aparência. Bem, para esse povinho brasileiro qualquer coisa que escrever está bom, devem pensar...
Argumento bizarro
Acho uma vergonha degradante a decisão do STF em desregulamentar a profissão de jornalista! Agora, perde-se o efeito do registro profissional, bem como toda a regulamentação que nos amparava para trabalhar. Sinceramente, onde querem chegar esses ministros que votaram contra o diploma? Será que não têm ética e conhecimento de que é mais do que necessário a formação específica para se exercer a profissão? Meus pêsames a esta gente que pensa, e parece querer, nos nivelar ao padeiro, ao cozinheiro e, porque não, a um camelô? Com sinceridade, todos esses profissionais merecem respeito. Mas as comparações, reveladas em um relatório do Supremo, me parece no mínimo bizarra!
Falta de lógica
Entende-se por Jornalismo uma atividade de comunicação que busca integrar o homem ao meio em que vive num processo de transmissão de informação coletiva. Neste contexto, possui um significado importante na vida das pessoas. Sob este aspecto, entendemos que a formação profissional torna-se imprescindível. É difícil acreditar que na atualidade, diante de tantas irregularidades que existem no país e no mundo, temos que brigar por uma questão tão lógica que é a obrigatoriedade da formação para exercer a profissão de Jornalista.
Decisão desastrada
Sou da antiga, sem diploma, com direitos reconhecidos legalmente, mas votei a favor da exigência do diploma em assembléia do sindicato, na época em que havia pessoas andando armadas nas redações e intitulando-se jornalistas. O STF fez simplesmente o jogo do patronato, não há como enfeitar essa desastrada decisão.
Oportunidades desiguais
Sou contra a decisão do Supremo, uma vez que é um desrespeito com todos os profissionais que estudaram e investiram tempo e dinheiro na tão sonhada carreira. Acho que o jornalista não é apenas um formador de opinião, e sim um profissional capacitado e íntegro. Não é qualquer um que tem a capacidade de, à frente de um telejornal, narrar um fato. Todos temos direito à liberdade de expressão. E para isso, não faltam blogs, jornais informais e rádios amadoras. Em minha opinião, é necessária a especialização para o Jornalismo. Não é justo o estudante se dedicar e conseguir o seu diploma, enquanto um ser que não estudou para o mesmo consiga emprego em uma excelente emissora, apenas por ter QI.
Desvalorização do estudo
O jornalista é tão importante quanto qualquer outro profissional. E ao invés de o STF incentivar a importância da graduação, faz exatamente o contrário. É um absurdo. Mais adiante veremos advogados fazendo cirurgias. Isso tem que ser revertido!!!
Retrocesso sem precedente
Ainda criança, quando me perguntavam o que eu iria ser quando crescesse, dizia jornalista ou escritora. Qualquer que fosse minha escolha, a universidade era o caminho natural a ser trilhado. Ou faria comunicação social ou faria letras/literatura. Por quê? Pelos mesmos motivos que levam um médico, um advogado, um engenheiro, um professor de história e tantos outros profissionais a buscarem a formação universitária. Mas e daí? O diploma continua sendo fundamental? Claro que sim. Por que não questionam a exigência de diplomas para outros profissionais? Devemos questionar, sempre, a qualidade do ensino, a necessidade de reforma nos currículos, a democratização da universidade, mas não podemos jogar no lixo a importância da formação acadêmica. É a exigência do diploma que torna obrigatória a qualificação do profissional e é na prática do dia-a-dia que ele é formado. Uma coisa tem tudo a ver com a outra no jornalismo, assim como na medicina, engenharia, arquitetura, história, sociologia, economia, administração etc. O fim do diploma de jornalismo é um retrocesso, sem precedente, que interessa aos donos das empresas de comunicação e que irá precarizar, ainda mais, as condições de trabalho e restringir a democratização da informação.
A formação superior exige juramento, que é o respeito à ética. O compromisso com a verdade dos fatos é imprescindível. A regulamentação para o exercício da profissão daquele que registra a história da humanidade como ela é, se faz necessária pelo tamanho da responsabilidade. Exercer a profissão sem a ciência e técnica aprendida nos bancos da faculdade, é o mesmo que colocar um bisturi nas mãos de uma pessoa interessada em medicina, mas que nunca freqüentou a faculdade ou a um interessado em advogar que não conhece a ciência e a técnica do Direito. Regulamentação é sinônimo de crescimento e respeito profissional.
Se os jornalistas são considerados hoje o 4º poder, para alguns chega a ser o 1º. Onde está a nossa garantia enquanto profissionais devidamente capacitados? Assim como o Direito, a Medicina e até Educação Física, cujos profissionais são assegurados pelo CREF, porque ignorar a regulamentação da profissão que trabalha com a formação de opiniões? Para eu prescrever uma receita médica, teria que ser formado e ser credenciado no CRM. Mas se um médico decidir ser jornalista, não passa pelo mesmo problema!
O diploma na nossa área custou tanto a chegar, não entendo agora o motivo para voltarmos atrás... Time que está ganhando não se mexe... que mania de mexer com o que funciona!!!!
Acho válido o diploma sim, mas não é bem isso que vemos no mercado de comunicação, sou formada há 2 anos e até hoje não consegui um emprego na minha área de formação, TODAS as empresas exigem experiência na área, de pelo menos 2 anos!! assim fica difícil?!... enquanto isso vou lutando pelo meu lugar no mercado, e com o diploma na mão... (chega ser engraçado
Nunca acreditei que chegássemos onde chegamos. Estou envergonhada, enojada. Fui enganada. Cursei uma faculdade de Jornalismo. Meus pais investiram em minha formação profissional. Eu investi tempo, dinheiro, ralei para chegar até onde cheguei. E, me jogam na cara, depois de 20 anos que não era necessário! Que minha profissão poderia ser exercida sem que eu precisasse de formação de nível superior em Jornalismo. E, agora meu sobrinho está se preparando para ingressar numa faculdade de Jornalismo porque pretende ser um jornalista. O que digo para ele? ... Não precisa, tenha "bom português", leia bastante, um pouco de cultura geral, bons contatos e pronto. E, no caso de concursos públicos? Será que qualquer um poderá ser inscrever?
Essa obrigatoriedade já passou da hora de sair. Estou cansada de ver atrizes desempenhando o papel de repórter na TV e muito mal. Até o SATED exige uma série formação para se desempenhar a função de atriz, para se obter o registro. Já para fazer o teste para repórter na TV, a empresa exige que seja atriz. Isso é um absurdo! E o que se vê são produtores de reportagem fazendo todo o trabalho pra pessoa apenas sorrir e segurar o microfone. E este produtor ganha mil vezes menos pra uma pessoa que não sabe o que é ética, não tem técnica nenhuma e mal consegue elaborar uma pauta.
Essa discussão surgiu em 1969, quando da implantação dos cursos de Jornalismo no Brasil, e é totalmente absurdo continuar até hoje. Se foi considerado necessário o curso, há 40 anos, como pode ainda alguém questionar a exigência do diploma. Nenhum jornalista da época foi expulso das redações porque o direito adquirido foi preservado. Portanto, se alguém ainda tem esse medo hoje, certamente pode continuar tranquilo até decisão final do STF. Mas um dia isso tem que ter fim! E as pessoas parerem de entrar no Jornalismo como curiosos... Quer ser jornalista? Ótimo, entre numa faculdade primeiro. Qual o problema? Se o cara for médico, engenheiro, advogado, etc., por que não faz Jornalismo também e mantém seu direito de exercer a profissão, mas legalmente? Entrar "pela janela", principalmente no serviço público - como acontece durante todos esses anos - é mole, né? E onde está a defesa de nossa reserva de vagas?! Todas as profissões regulamentadas se protegem nesse campo; so os jornalistas ficam iguais a uns tontos, deixando tudo acontecer contra nossa própria profissão. Diploma já! Aliás, já, não, desde 1969!!!!!!!
Diploma não quer dizer nada meus caros! Conheço varios que batem no peito eu tenho diploma mas não sabem fazer nada , por isso sou a favor da não obrigação do diploma no qual o STF acabou de derrubar =). Foi linda a decisão to em Brasilia =)
Marcio Miller - Jornalista
A obrigatoriedade do diploma faz parte da evolução do exercício da profissão. Como a Medicina e o Direito, o Jornalismo precisa se desenvolver, entrando, definitivamente, na era do profissionalismo.
É preciso manter a regulamentação da profissão. Estudo Jornalismo há três anos em uma instituição aqui de Santa Catarina. Quero me qualificar nesse mercado. Infelizmente há um número muito grande de pessoas sem preparo em nossa área. Mas também concordo que muitos, formados em outras áreas, exercem a profissão com dignidade e competência. Mas o diploma é necessário e a regulamentação, imprescindível.
Há muito mais em jogo do que simplesmente o diploma. Estão pondo em cheque as técnicas, o conhecimento, nossa história e a nossa capacidade. E o pior, tem muito jornalista da antiga compactuando com isso. Não se dão conta que aqueles eram outros tempos... Agora temos diploma, regulamentação, código de ética, uma legislação etc. Somos jornalistas de fato e de direito. Sim ao diploma! Sim à autorregulamentação! Sim a formação acadêmica! Não à picaretagem e ao “achismo”!
Sou a favor do diploma. Na Universidade não aprendemos apenas as técnicas necessárias para o exercício do jornalismo. Temos uma formação teórica e ética, fundamental para nossa carreira. Isso não quer dizer que quem não tem diploma não seja provido de ética. A recíproca é verdadeira porque nem todo jornalista formado é ético. Enfim, acredito, por experiência, que os conhecimentos adquiridos na universidade me tornaram, com certeza, uma jornalista melhor.
Comecei na imprensa como revisor num jornal diário em fevereiro de 1979. De lá para cá trabalhei como redator, repórter, em montagem e composição (editoração eletrônica, hoje designer gráfico), até chegar a subeditor e editor de revistas e diversos periódicos. Acordei em 1991 e requeri meu primeiro provisionamento. Passei em primeiro lugar, disputando apenas uma vaga na Prefeitura de Ipatinga, mas não me chamaram por motivos políticos, o que não vem ao caso. Na época que comecei, só havia faculdade de Comunicação em Belo Horizonte, capital mineira, por isso não fiz faculdade. Não sou contra quem tem diploma, mas pergunto: o que será de quem tem 30 anos de experiência comprovada em carteira? Onde ficam os direitos adquiridos? Qual é a minha profissão?
Acho fundamental a exigência do diploma de jornalista, que poderia ser dispensado talvez para comentaristas e narradores. Estudei Jornalismo, me formei, batalhei muito com o maior amor pela profissão e já me aposentei. Meu filho estuda Jornalismo, pago caro pelo curso dele e estou satisfeita com o aprendizado, com o método de ensino da faculdade. Ele está tendo aulas com jornalistas experientes e aprende de maneira correta questões relacionadas com a prática do Jornalismo. Acho fundamental esse tipo de aprendizado específico e real. Sem ele, fica difícil um engenheiro ou um advogado sair para fazer reportagem, ir para a batalha do dia a dia, a não ser que leve uma pauta mastigada ou tele prompter, como costumamos ver entre "repórteres celebridades". Agora me digam: se a exigência do diploma cair, será que o do meu filho, que está terminando o quinto período, não vai valer nada? Mesmo falando inglês, espanhol e alemão, ter que disputar vaga com celebridades no mercado de trabalho? Um absurdo. Temos de lutar a favor da manutenção do diploma. É pela honra da nossa profissão que, acima de tudo, requer vocação.
Não sou contra a obrigatoriedade do diploma, embora existam casos, como o meu, que merecem uma atenção especial. Sou formado em Ciência e Tecnologia pela Universidade Federal de São Carlos, em São Paulo, tenho 44 anos, radialista há mais de 20 anos, falo fluentemente o espanhol. No entanto, para eu ter o direito de exercer a profissão de jornalista teria que fazer um curso de quatro anos, estudar matérias que já vi, por exemplo, sociologia, história etc. Neste caso, sugiro que o profissional de nível superior que queira exercer a profissão faça um curso em menor tempo, dois anos, na área de comunicação, jornalismo falado. Caso quisesse ser fotógrafo, faria outro módulo, e a partir daí o sindicato iria liberando o profissional. Creio que seja realmente fundamental uma melhor formação. Negar que não precisa de um curso é um absurdo. Mas entrar numa fábrica de diploma e ficar quatro anos, pagando aos empresários da comunicação, não sei o que realmente acrescenta ao desenvolvimento da nossa comunicação.
Odair Cardoso - Radialista
Sou jornalista, sim! Há mais de 20 anos atuo na área com garra, determinação e sempre buscando o melhor, tendo passado por rádio, televisão e, atualmente, num do jornais de maior circulação no interior do estado do Rio. Em Campos dos Goytacazes, onde resido, poucos têm um currículo como o meu. Deveria haver critérios para pessoas mais experientes, que não têm diploma. Assim como eu, em Campos existem outros na mesma situação. Neste caso, experiência, credibilidade, fontes fidedígnas não contam? Tenho orgulho do que faço. Sou jornalista, sim!
É difícil concorrer com quem não tem diploma. Imagine a decepção se perdermos para estes, numa vaga de emprego? Quem faz o Jornalista não é o diploma, mas a vocação, a faculdade ajuda nas questões técnicas e teóricas, mas não dá a ele capacidade de exercer a função. Nosso mundo exige mais que diploma. Exige flexibilidade para encarar as novidades. E esta é uma delas. Para os formados e não formados digo apenas o seguinte: Faça a diferença, não importa o diploma. Faça o melhor. É por fazer melhor que alguns jornalistas ganham o piso salarial e o outro dez vezes mais. Pense nisto, antes de me criticar.
Laucineia Alves de Souza - Jornalista "Open Source"
É injusto acabar com o direito de termos um diploma para exercer a profissão. Na condição de estudantes de Jornalismo, o que podemos esperar desta profissão que não está sendo levada a sério? Cada matéria é fruto de pesquisa e estudo, idealizada com ética e conhecimento técnico.
Se quisesse ser médico, eu faria Medicina; advogado, Direito; engenheiro, Engenharia; geógrafo, Geografia. Quero ser Jornalista. Por isso estou estudando Comunicação Social - Jornalismo. E quero concorrer com quem tem diploma.
Nenhuma condenação ao diploma. Mas diploma não se significa competência nem vocação. O sabiá não tem diploma de canto . Quem o ensinou a cantar?
O diploma é uma obrigatoriedade para nós estudantes que queremos exercer a profissão com aptidão e competência. Estudamos quatro anos e, depois de formados, ficamos em situação idêntica a quem nunca foi para a universidade. É absurdo completo, sem explicação. Lutarei até o final a favor da exigência do diploma.
Carlos Chagas, um dos bons jornalistas deste Brasil, nunca sentou numa cadeira universitária. Acho que deveria existir uma avaliação com quem já escreve há muitos anos para pegar o “canudo’.
Sou acadêmico do 4º período do Curso de Jornalismo UFAM em Parintins/AM e quero manifestar o meu irrestrito apoio ao movimento que luta para os profissionais de jornalismo sejam graduados na área. Tudo é parte de um processo de amadurecimento das instituições e do processo democrático.
Quero acreditar em final feliz para esta história: faculdades com cursos de qualidade e registros para profissionais capacitados. Pode parecer utopia, mas prefiro assim. Esta discussão já dura oito anos e nós, jornalistas preparados, formados e no mercado há anos, ficamos sem saber como proceder diante de tantos absurdos que presenciamos nas redações.
Cada profissional, independentemente de sua área de atuação, tem que ter aptidão e vocação. Mas também é necessário ter conhecimento teórico, senso ético e outras atribuições que não são alcançadas somente com a prática.
A luta pela manutenção da obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalista é uma conquista social oriunda de um processo de amadurecimento da democracia, que buscou e busca levar à sociedade a informação, em todas as suas nuances, com base no princípio democrático ao qual todos devem ter acesso sem qualquer óbice e com seriedade. A não exigência do diploma seria a banalização de uma das mais importantes profissões, e que junto com a de advogado são responsáveis pela vigilância constante dos atos daqueles que detêm o poder neste país marcado por tantas desigualdades sociais.
Não completei a graduação, mas tenho 15 anos de experiência profissional e tenho registro. Profissionais como eu, precisam de respaldo dos Sindicatos e da própria FENAJ. O tema é amplo e requer muita atenção, para que não haja injustiças. Mesmo não sendo graduada sou a favor do diploma.
A discussão da obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalista só segue adiante porque a palavra e a comunicação estão diretamente ligadas à história da evolução humana. Para quem defende a não obrigatoriedade, é como se fosse um ultraje fornecer a poucos o direito universal de se manifestar pela palavra. Estamos precisando de alguém que defenda as técnicas e habilidades que devem ser 'aprendidas ', mesmo que bons e maus profissionais não tenham ligação com a exigência de diploma, e sim com a existência de caráter.
Querem acabar com obrigatoriedade do diploma de jornalista?! Ótimo! Mas acabem também com a obrigatoriedade do diploma do médico, do engenheiro, do advogado, do dentista etc. Basta ter vocação, não é isso que alegam?! Então, que o argumento valha para todas as profissões. Dessa maneira, voltamos todos para a idade da pedra lascada e está tudo resolvido. Na verdade, a discussão não é essa. O que o governo, a sociedade e a própria categoria deveria estar discutindo é a qualidade dos cursos de comunicação e a melhoria da grade curricular. Qualquer outra discussão além dessa é absurda e representa um retrocesso inaceitável.
Entendo as razões dos defensores do diploma (excluídos os professores de jornalismo e os donos das faculdades) como meros inocentes úteis a serviço das duas citadas classes. Se compulsarmos as edições de 40, 50 ou 60 anos atrás de grandes jornais (JB, Globo, Dia etc.), verificaremos a beleza estética da maioria das matérias, a plasticidade, a objetividade com que os fatos eram narrados, muito ao contrário do que se observa nos dias de hoje. E, preste bem atenção: naqueles longínquos dias, NINGUÉM tinha diploma. Hoje, o que mais encontro pela frente são recém-diplomados que não sabem nem mesmo escrever uma cartinha pra vovó... Então, pergunto: qual será o dono de empresa de comunicação que irá empregar um diplomado desses? Somente se for maluco! Competência, vocação, dedicação a uma arte (sim, apurar, escrever e editar uma notícia é arte pura) independe de diploma. Basta conferir a imensa lista dos nossos escribas (vivos e mortos), verdadeiros mestres na arte de escrever, que jamais freqüentaram os bancos escolares da máfia do diploma. Faculdade como base de conhecimento da arte, tudo bem! Obrigatoriedade de diploma para exercer essa linda e fascinante arte, completamente errado!!!
A especialização de jornalista, por meio de uma formação superior, é de absoluta importância para a qualidade da informação que permite o público formar uma boa opinião. A não obrigatoriedade do diploma compromete esta qualidade e também seria um desrespeito com os profissionais que dedicaram parte de sua vida em um banco de sala de aula para concretizar o sonho de ser um jornalista profissional capacitado. Eu entendo que só existe profissão se há regulamentação.
Um diploma não comprova a competência de ninguém. Talvez fosse mais importante melhorar os critérios de avaliação para concessão de registros.
Admitir a não obrigatoriedade do diploma para jornalistas é, no mínimo, uma atitude retrógrada. Pleno século XXI, e ainda se perde tempo com questões tão básicas... Deveríamos estar discutindo a formação de um Conselho Regional para os profissionais de comunicação, não a obrigatoriedade de um diploma conquistado ao longo do tempo. Aceitar esse absurdo, é voltarmos a ter nossas redações ocupadas por advogados, médicos e engenheiros; e nós jornalistas literalmente na rua...
Proliferam as faculdades de comunicação no país que não estão nem um pouco preocupadas com a qualidade. E aí, o que fazer? Diploma não é aval de competência, seja em que área for. Entretanto, isso não inviabiliza a nossa luta pela sua obrigatoriedade. Que se crie, por exemplo, uma "OJB" (A NOSSA "OAB")para que ingressem na carreira profissionais realmente capacitados.
Na era da informação instantânea, qualquer um escreve o que quer. JORNALISTA é outra história. Além de dom e talento, precisa sim de um curso universitário - e consequentemente do diploma, como qualquer outro profissional.
Exercer esta profissão não é pra qualquer um (ou melhor, um VERÍSSIMO não é qualquer um!). Exceções à parte, DIPLOMA SEMPRE!!!
Advogados, médicos, dentistas, engenheiros, contadores, etc. O jornalista é o único profissional cuja área existe curso universitário e onde ainda se discute a exigência do diploma. Se a exigência cair, na minha opinião, deveria cair, também, o curso universitário (que se tornaria desnecessário). Me parece uma grande incoerência manter uma graduação, se não existir a exigência do diploma para o registro. É o mesmo caso dos profissionais de Educação Física, que, há muito pouco tempo, conseguiram sua regularização e ainda continuam brigando pelo cumprimento da lei. Não podemos deixar que joguem na sarjeta quatro anos de nossas vidas. Todos juntos, pela exigência do diploma!
Sem o diploma qualquer pessoa pode estar apta a escrever uma matéria jornalística, mas o jornalista só passa a informação, já um médico passaria a notícia com sua visão médica.
Crishna Lopes - Estudante de Jornalismo
Prefiro um jornalista leigo preocupado com a boa imformação, do que um formado que vende notícia barata e faz sensacionalismo na TV.
O diploma de jornalismo é importante. Não tem nem o que discutir. Por que só nesta carreira tem destas coias? Chega de isolacionismo. Diploma já!
RENÉ ALVES - funcionário público
Sou completamente a favor da exigência do diploma. Nossa profissão não é se oba-oba que a maioria acha, se deixassemos o mundo sem informação por apenas um dia as pessoas iriam dar mais valor. Mas como nossa discussão exige nosso posicionamento, venho pedir que nossa classe seja mais unida e que juntos estudantes e profissionais da área lutemos pelo nosso objetivo.
Luana Rossi - Estudante de jornalismo
Caros "coleguinhas",
sou a favor da obrigatoriedade do diploma para nós jornalistas ou estudantes, contudo, sempre aprendizes do exercício em apurar uma matéria.
Não admitirei um "Zé das Couves", que não sabe escrever, se mete a escrever algo na internet como um blog, achando-se que é o maioral.
Acho que cada macaco no seu galho e cada jornalista unido contra aos falsos jornalistas.
DIPLOMA, JÁ!!!!!!
Isabela Guedes - Aprendiz/Estudante de Jornalista
Imagine um Engenheiro operando, um Médico construindo, uma nutricionista soldando...precisamos de profissionais para errar e acertar dentro do seu ofício.Cada macaco no seu galho.
Teria que refletir e me interar mais sobre o assunto. Em outras carreiras sei que há essa obrigatoriedade. Defende que cada profissão veja o que é necessário para uma prestação de serviço qualificada.
Filipe Pereira - Deputado Federal
Tem muitos jornalistas que defendem a regulamentação da profissão. Acho que o diploma deve ser obrigatório.
Paulo Ramos - Deputado Estadual
Não tenho uma posição completamente formada sobre o assunto. Penso que antigamente não era necessário, até porque não existiam faculdades de Comunicação. Atualmente acho interessante principalmente porque há muitas faculdades formando profissionais.
Fernando Gabeira - Deputado Federal
Se o sujeito se julga jornalista, depois de ter passado por uma Faculdade brasileira, que mal alfabetiza,com índices de avaliação abaixo da crítica, deveria esconder o Diploma que lhe dão.Cito aqui não diplomados: Jô Soares, José Luiz Datena,Jacinto Figueira Júnior,Luiz Lopes Correia, Gil Gomes,Carlos Imperial,Heron Domingues, Blota Júnior,Hebe Camargo,Ser jornalista não é um diploma, é um dom,que poucos hoje nas universidades, como alunos e prefessores o tem.
Hoje em dia a qualificação das universidades é um tema universal. O exercício da profissão também tem que ser qualificado. Acho que cronistas, articulistas não precisam. Mas os repórteres é importante que tenham.
Chico Alencar - Deputado Federal
Chega de tanta baboseira nas páginas ou internet, a obrigatoriedade do diploma deve ser respeitada e a técnica aplicada sempre.
Apoio a liberdade de expressão, mas não sou a favor da banalização jornalistica, uma coisa é uma coisa e escrever é uma arte.
Respeito pela informação é bom e nós gostamos!!!
Na Faculdade Estácio de Sá, onde cursei Jornalismo, tive oportunidade de conviver com profissionais competentes, e na condição de profissional, desenvolvi uma trajetória correta em jornais, revistas, televisões e assessorias. Acredito que é fundamental a formação acadêmica específica para um profissional que terá como responsabilidade relatar o cotidiano da nossa sociedade, constituindo-se em um representante digno do chamado quarto poder. A prioridade de nossa luta deve se voltar para a melhoria da qualidade do ensino nas escolas e faculdades. Acima de tudo, porém, está a obrigatoriedade do diploma para se exercer a profissão. Diploma sim, jornalista com muito orgulho!
Marcelo Reis - Jornalista
Eu apóio a obrigatoriedade do diploma de Jornalismo para quem quiser exercer a profissão. Não suportamos mais que atletas e artistas, só pelo fato de serem famosos(as), ocupem o lugar que é nosso de direito.
Jean Jacques - Jornalista
Eu apóio a obrigatoriedade do diploma. Jornalismo é coisa séria, e como tal deve ser tratado. É inadmissível que qualquer pessoa com carinha bonita e sem nenhuma formação técnica, humanista e ética possa ser o mediador entre a notícia e o público de forma que as informações sejam reproduzidas de forma correta, clara e objetiva.
O diploma deve ser obrigatório afinal todo bom jornalista deve cursar uma faculdade
fabiane hentschel - estudante de jornalismo
O diploma deve ser obrigatório. Como desejo ser jornalista, estou fazendo a faculdade de Jornalismo. Estudando, espero conseguir o diploma para poder trabalhar na área. Por que acabar com o diploma para se exercer a profissão de jornalista? Nessa linha de raciocínio, não haveria necessidade de formação específica para nenhuma das profissões, o que não é correto. Sem o diploma, sem estudar (e se aprofundar em) matérias específicas da profissão, um profissional nunca será totalmente qualificado, seja na prática ou na teoria.
Natalie Pereira - Estudante de Jornalismo
Não podemos permitir que acabem com a obrigatoriedade do diploma para se exercer a profissão de jornalista. Jamais. Somos ou não o quarto poder?
Talvez pudéssemos prescindir da exigência do diploma para o exercício da nossa profissão se não lidássemos com a reputação dos outros. Mas, todos os dias, quando saímos para trabalhar, já sabemos: teremos de desvendar o engano, teremos de enfrentar o logro, teremos de desmascarar as aparências. Reduzir o jornalismo a um mero conjunto de técnicas de redação que podem ser aprendidas com a simples leitura de um manual e que, somadas a algum talento para escrever, nos transformam num profissional de imprensa, é desconsiderar a complexidade da matéria-prima do nosso ofício. A vida, com todas as suas contradições, com sua natureza caótica, nunca aparece elucidada diante de nós. É necessário dispor de ferramentas teóricas para desvendá-la. Do contrário, ela nos enganará. A humildade intelectual é precondição para abraçar a carreira de jornalista. Admitir o jornalismo como uma forma de conhecimento que tem suas leis específicas é outra precondição. Aprender jornalismo não é só aprender a escrever bem. Aprender jornalismo é aprender a conhecer o mundo objetivo. E conhecer o mundo em volta exige exercitar a mediação da inteligência. A humanidade ainda não concebeu espaço melhor para isso do que uma universidade. E ainda que as faculdades de jornalismo não sejam tão boas quanto gostaríamos que fossem, um ambiente de aprendizado, num país de tantos iletrados, provavelmente produza algo bom. A exigência do diploma para o exercício da profissão de jornalista não restringe o talento. Ao contrário, pode potencializá-lo, dando-lhe estofo ético, e conferindo ao profissional da notícia o papel que lhe cabe: o de guardião de um bem público que pertence a toda a sociedade.
Desde minha formatura, em 1980, venho lutando por essa causa. De lá para cá, vi vários jornalistas apadrinhados pelas empresas ingressarem na profissão, desempregando aqueles que cumpriram os trâmites legais. É hora de se fazer Justiça! Não confio na luta do Sindicato nem da Fenaj. A ausência de fiscalização entre os orgãos da categoria abriu caminho para os fraudadores recorrerem à Justiça para se legalizarem. Quantos empregos perdemos com isso? Alguém deve pagar por esse prejuízo.
É absurdo... Debater a necessidade de registro e profissionalização do jornalista. Jornalista é uma profissão tão importante quanto a de médico. Tenho certeza de que o jornalista não seria capaz de operar uma pessoa, como tenho certeza de que o médico não seria capaz de exercer a função do jornalista – levar informação para a população. Não uso a palavra “incapaz” com a intenção de menosprezar nenhuma das profissões. Quero somente mostrar que sem nível superior não há como exercer nenhuma delas com dignidade, correção e ética.
A obrigatoriedade do diploma foi uma conquista dos jornalistas, que não pode ser descartada. A formação técnica é imprescindível não só para se exercer plenamente a profissão, mas também para que o profissional conheça seus direitos e deveres.
Leila Pinagé - Jornalista
Sou a favor do diploma sempre. “Ser Jornalista” implica em uma série de normas, regras, conceitos de ética e comportamento que necessitam de estudo, discussão e formação. Podemos nascer com talento, vocação, mas com certeza o bom exercício da profissão vem acompanhado de conhecimento teórico e prático.
Há algumas coisas que o Brasil já tem demais: leis, impostos, fiscais, políticos... e diplomas. Faltam bom senso, espírito prático e visão. Em plena era da informática, criticamos a burocracia e desejamos mais leis, mais regulamentos, mais normas. O problema é histórico: jamais se confia que os indivíduos tenham capacidade de viver sem tutela.
Admitamos que o diploma aconteça. E daí? Teremos mais uma odiosa reserva de mercado, como aquela que atrasou o Brasil em dez anos e criou no computador um divisor de águas semelhante à matemática num currículo escolar obsoleto e capenga, preservado por comodismo e incúria? Gostaria de ver no diploma um símbolo de educação, de talento e esforço recompensados. Porém vai ser somente mais um papel como os outros.
Se falo por interesse próprio? É claro que sim. Não tenho diploma e, aos 66 anos, nem saco para jogar fora, repito, jogar fora, sim, tempo para aprender o que cinqüenta anos de profissão como publicitário, como autor e como editor já cansaram de ensinar. Não que não tenha algo a aprender, mas sim porque quero aprender o que me interessar. Meu juiz não será mais um papel com carimbos e assinaturas inócuos, mas o público leitor. Senhores, as leis de Charles Darwin também se aplicam aqui: sobrevivência dos mais aptos. Sem reserva de mercado, sem burocracia, sem política e sem imposições. Quero continuar membro do Sindicato e não esperar, como disse o Alvarenga, aí ao lado, o dia "quando tivermos ensino e escolas básicas de qualidade e índices educacionais de Primeiro Mundo". Vamos liberar os que têm talento, não burocratizar as vias de acesso à comunicação. Não desprezo o diploma. Pelo contrário: acho que ele deva ser valorizado. mas não como instrumento político e burocrático. Lamento se sou contrário à tendência formalista que nos escraviza. Continuo concordando com Bertrand Russell: "uma besteira dita por cinqüenta milhões de pessoas continua uma besteira".
Se com o curso superior já deparamos com gerações de futuros jornalistas mais despreparados, deficientes de cultura geral e menos ciosos dos deveres dos profissionais de imprensa para com a sociedade, imagine hoje, com a educação do jeito que está, o que seria deles sem o diploma? Não apenas este é imprescindível, como deve-se inclusive pensar em ampliar o currículo nas faculdades de Jornalismo.
Os detratores do diploma de jornalista citam os Estados Unidos como exemplo de país que não o exige para o exercício do ofício. Mesmo que adotássemos o inglês como língua, o dólar como moeda e o protestantismo como religião majoritária, em mais nada nos pareceríamos com eles. Ensina-se Jornalismo lá pelo menos desde 1908. Primeiro na universidade; depois no ensino médio. Praticamente não existe hoje uma escola secundária norte-americana que não tenha seu próprio jornal. Muitas dispõem ainda de estações de TV em circuito fechado em que os alunos começam a praticar. Apesar de o diploma não ser obrigatório, cerca de 90% dos jornalistas que trabalham em jornais ou emissoras de rádio e TV nos Estados Unidos são formados em Jornalismo. Ao todo, 350 universidades norte-americanas oferecem graduação em Jornalismo. Portanto, o diploma no Brasil deve ser visto não pelo que em tese representa, mas pelo que efetivamente simboliza: a importância da educação. Quando tivermos ensino e escolas básicas de qualidade e índices educacionais de Primeiro Mundo talvez seja o momento de o assunto voltar a ser debatido.
Trabalho como carteiro desde 1998. Na condição de jornalista (MTb 27879), vocação e profissão, não conseguiria sustentar esposa e duas filhas. Nos correios, é possível. Também tenho o registro de radialista (MTb 16034). Busquei a formação superior para me aprimorar e ser jornalista profissional. Passei quatro anos na faculdade e o meu salário era exclusivo para pagar o curso. Formei-me em 2006, e há pelo menos 20 anos trabalho como freelance na área de comunicação. Vejo muito descaso com relação ao profissional do Jornalismo. Começa pelos próprios donos dos veículos (muitos nem faculdade têm), hábeis em costurar conchavos políticos para favorecer os próprios interesses. Nas capitais e nas grandes cidades, há mais fiscalização. Fora dos grandes centros, no entanto, o poder está nas mãos dos poderosos, sem meio termo. Em Areal (RJ), onde moro, e em cidades vizinhas, as prefeituras, as secretarias e as câmaras municipais, por exemplo, mantêm assessores de imprensa sem formação universitária específica. Estamos a cerca de 100 quilômetros da cidade do Rio de Janeiro. Imagine a situação do Jornalismo nos rincões mais distantes deste imenso país. É preciso mudar esse quadro. O exemplo do profissional de educação física é sintomático. Sem a formação de nível superior, ele era pouco considerado. Com a exigência do diploma, seu trabalho passou a ser realmente valorizado. Amigos dessa área me contam que até as pequenas escolas não contratam mais professor de educação física amador. Médicos, advogados, engenheiros, enfermeiros, entre tantos outros profissionais, são respeitados, ninguém contesta a importância do diploma para eles. Por que a carga contra o jornalista? Para entrar na casa das pessoas, em qualquer lugar da cidade, do estado, país ou do mundo, apurar e divulgar uma informação não é preciso estudar? Naturalmente pensa assim quem encara a notícia como mercadoria e acha que a profissão pode ser exercida por despreparados ou apadrinhados políticos. A formação específica de nível superior é a arma mais eficaz contra o servilismo do jornalista diante do poder. O mercado exige que o jornalista seja isento, ético, e tenha conhecimento técnico suficiente para transmitir informação de qualidade, compromissado somente com o seu público-leitor.
Marcelo Machado Hilário - Jornalista e Carteiro
Acompanho a publicação de jornais de bairro, e é um absurdo notar a liberdade que esse meio de comunicação tem encontrado junto ao Ministério do Trabalho, para "dar" o registro do MtB para indivíduos que sequer passam por um teste, ou qualquer coisa parecida. Faculdade não precisa. Muitos deles tornam-se até proprietários de jornais de bairro, assinando o próprio jornal e publicando notas aberrantes, com montagem de fotografias, e sem qualquer critério ético em citar fontes. Não existem provas, mas há comentários de gente vendendo MtB para os menos desavisados. Até quando será permitida esta "libertinagem" de imprensa, que descaracteriza uma categoria profissional, denigre uma profissão e abre espaços para leigos, que ignoram a importância do meio, e não se responsabilizam pelo alcance da mensagem.
Debater a necessidade de registro e profissionalização do jornalista me parece algo absurdo, já que a atividade se fez tão necessária no passado, ao ponto de ser exercida por pessoas de vários títulos.
Apurar informações de interesse público e mediá-las de maneira adequada em benefício da sociedade requer estudo, prática e execução de técnicas, que me arrisco a dizer: Não são ensinadas em cursos de medicina, informática ou direito.
Podemos fazer tudo de qualquer jeito, mas a garantia de resultado dependerá da forma e tática que utilizarmos.
Para utilizar a mídia, canal de diálogo entre os diversos segmentos da sociedade não basta gostar de escrever ou ter boas (quem dirá, particulares) intenções. Os assuntos devem ser levados a sério e aí sim debatidos e aperfeiçoados; através do próprio diálogo entre o jornalista e a sociedade.
Concordo com a necessidade de um diploma de curso superior para o exercício de algumas atividades, porém questiono a obrigatoriedade de um diploma específico de Jornalismo para a profissão. Questiono justamente com a mesma preocupação da maioria dos argumentos pró-diploma: a qualidade. Acredito que alguém formado em Letras pode ser um redator melhor que um jornalista da UFRJ, assim como alguém da Filosofia ou da Psicologia pode estar mais apto a fazer uma entrevista do que alguém formado em Jornalismo na Hélio Alonso ou um outro formado em Economia pode estar mais preparado para servir ao caderno de economia do que um jornalista da UFF e, ainda, alguém formado em Sociologia, Antropologia ou História possivelmente fará a cobertura de uma operação policial com mais profundidade do que um jornalista vindo da Estácio.
Se fosse o caso, um curso de especialização de um ou dois anos no máximo daria conta de equilibrar ética e teoricamente essa diversidade e propiciar um aprofundamento técnico específico pra alguma área ou editoria.
Grande parte das faculdades de Comunicação se transformou em um comércio lucrativo que, além do diploma, fornece uma formação técnica e teórica precária. Não por causa dos professores, mas devido ao próprio programa dos cursos. A função principal da faculdade de comunicação não deveria ser a produção de diplomados para um mercado de trabalho saturado, mas tentar criar opções para a produção de um jornalismo alternativo e sustentável. O duvidoso padrão de qualidade nas redações, alimentado pelo uso displicente das novas tecnologias, acompanha a transformação das escolas de comunicação em um belo amontoado de cursos técnicos que produzem por ano centenas de diplomados que, muitas vezes, substituem os jornalistas mais experientes ganhando salários menores. Será que a obrigatoriedade do diploma favorece aos jornalistas e à sociedade em geral ou aos empresários donos dos veículos e das faculdades de Comunicação?
Leandro Pimentel
Jornalista sem diploma? Poderia ser instituída, então, a prática da advocacia sem diploma, da medicina, sem diploma, da engenharia, sem diploma. No momento em que as pontes começassem a cair, os doentes a morrer ainda mais e o direito à justiça tiver evaporado totalmente, a sociedade vai perceber que o jornalista, com diploma, é o profissional capaz de traduzir o juridiquês, o medidicinês para algo inteligível aos mortais. E só assim, com formação, ética e espírito de cidadania, o direito à informação estaria preservado. E este direito sagrado é de todos nós.
O diploma de graduação em Jornalismo tornou-se por força de lei indispensável e indissociável ao exercício da profissão. Quaisquer iniciativas que firam esse direito são injustas, imorais e devem ser repelidas com todo o vigor pelos profissionais atuantes no mercado. Pensem, por hipótese, qual seria a reação dos médicos ou dos advogados se o Poder Judiciário acatasse ou interpretasse a não-obrigatoriedade de diploma para essas categorias. A Fenaj e o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio têm o justo dever de manter essa luta até o limite extremo.
A exigência do diploma universitário específico para o exercício da profissão de jornalista é essencial para garantir o direito ao desenvolvimento de uma esfera pública democrática na sociedade brasileira contemporânea, caracterizada pela complexidade. As sociedades complexas requerem qualificações profissionais e formações acadêmicas específicas para diversas profissões; com o jornalismo, não pode ser diferente, pois o campo jornalístico configura-se como lugar de produção de um tipo de informação e de uma linguagem bem característica – a notícia e a reportagem – por ser amplamente acessível aos mais diferentes setores da sociedade. A obrigatoriedade do diploma não é, como muitos pretendem fazer crer, um cerceamento a liberdade de expressão e de opinião, pois a qualificação acadêmica específica é um instrumento político de garantia do interesse público por informações de melhor qualidade jornalística, produzidas com responsabilidade social e parâmetros éticos. Na verdade, o que fere a livre e irrestrita divulgação de pensamento dos diversos segmentos sociais são os interesses econômicos e/ou políticos das empresas jornalísticas e dos monopólios da indústria cultural.
Nos dias atuais, o jornalista tem que estar bem preparado para desempenhar a sua função – social e informativa -, com imparcialidade, ética, responsabilidade e profissionalismo. Não basta apenas “saber escrever bem”; é preciso ter técnica e isso o jornalista aprende na faculdade, respirando o ambiente acadêmico, onde o senso crítico é estimulado ao longo dos anos. Também sou professor universitário e sempre defendi a manutenção do diploma para o exercício da profissão de jornalista. Também sou a favor que a função de Assessor de Imprensa seja exercida exclusivamente por jornalista profissional diplomado.
Hélio Araújo - Jornalista
Se quisesse ser médico teria feito faculdade de Medicina. Advogado? Direito. Arquiteto? Arquitetura. Mas quis ser jornalista. Fiz Jornalismo.
A não-exigência do diploma seria um grande retrocesso para o país. Voltaríamos aos tempos em que qualquer apadrinhado, sem critério algum, podia ser jornalista porque levava jeito para escrever.
Só o ambiente acadêmico é capaz de qualificar adequadamente o profissional da Comunicação. A observação crítica, fundamental para o exercício da profissão de jornalista, é estimulada na universidade. Sou a favor do diploma, assim como sou a favor de diplomas para médicos, advogados, engenheiros, arquitetos etc.
Neise Marçal - Jornalista
A esmagadora maioria dos profissionais de imprensa do nosso país é favorável à manutenção do diploma. Sou professor universitário e sei a importância da formação técnica e educacional para o bom desempenho de um jornalista.
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